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O ozono O ozono (O3)57 resulta da combinação de um átomo de oxigénio (O) com uma molécula de oxigénio (O2). Os átomos de oxigénio, excitados, libertados quando da dissociação do ozono, reagem com o vapor de água dando origem ao radical OH. Este radical activa uma série de gases, normalmente inertes. As fontes, em espaços urbanizados, cujas emissões permitem a posterior formação do ozono são sobretudo os veículos motorizados e as centrais térmicas. Todavia, é vulgar encontrar concentrações de ozono mais elevadas na periferia dos espaços urbanos do que no seu interior. Primeiro porque, como se viu, por exemplo no caso dos compostos de azoto, existem no centro das cidades poluentes que reagem quimicamente removendo o ozono. Depois, porque as reacções fotoquímicas que conduzem à formação do ozono demoram uma ou mais horas, pelo que os gases promotores da formação do ozono, emitidos na cidade, podem fazer surtir o seu efeito algumas dezenas ou centenas de quilómetros a jusante da cidade (segundo a direcção e sentido do vento). Compreende-se portanto, que na A.M.P., os registos de O3 raramente tenham ultrapassado os 150µg/m358. No entanto, tal não significa que os impactes negativos gerados pelo espaço urbano portuense, no aumento da concentração de ozono na baixa troposfera, sejam menosprezáveis. Traduz, mais uma vez, a fraca representatividade das três estações automáticas (Faculdade de Engenharia, Rua Formosa e Campo Alegre), para monitorizar os efeitos deste poluente. A avaliação das concentrações deste poluente, na A.M.P., é pertinente já que é reconhecida a sua forte reactividade com qualquer tipo de substância. Para além de rasgar borracha ou nylon, degrada pinturas, é lesivo para os tecidos da árvore respiratória e pode relaxar o sistema imunitário.
Os metais pesados Dentro do conjunto de metais pesados que atingem já, níveis de toxicidade preocupantes, em algumas áreas do globo, particularmente nas áreas urbanas, destacam-se, como os mais publicitados, ao nível quer dos usos, quer dos efeitos, o mercúrio, o chumbo, o cádmio e o zinco. Apesar de existirem, naturalmente, no Ecossitema, e serem indispensáveis para a sobrevivência de animais e plantas, são muito tóxicos mesmo em baixas concentrações. Actualmente, as suas maiores fontes são de origem antrópica (efluentes industriais, metalurgia, construção naval, combustão, canalizações dos sistemas de abastecimento de água, etc.). Embora qualquer destes metais pesados possa provocar impactes de enorme importância e grande magnitude, pela variedade de percursos possíveis que podem adoptar, uma vez colocados no Ecossistema, não é possível avaliar os seus prejuízos, senão à escala local. Qualquer deles tem um tempo de residência na atmosfera muito reduzido. São, normalmente, removidos pela precipitação, depositando-se relativamente próximo da fonte. Na série de registos de Pb atmosférico, disponível na A.M.P., não ocorreram concentrações superiores a 2.0µg/m3. 57.A concentração elevada
de ozono na baixa troposfera dos espaços urbanizados, gerada pelas inúmeras reacções
químicas no seio do imenso cocktail de gases emitidos pelas inúmeras actividades
antrópicas, não deve ser confundida com a diminuição da camada natural de ozono,
existente a maiores altitudes, entre os 12 e os 40Km, na estratosfera. 58.Apenas no dia 1 de Março de 1995 e 24 de Janeiro de 1997 no posto localizado na Rua Formosa. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |