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J. EVIDÊNCIAS INDIRECTAS DA DEGRADAÇÃO DA
QUALIDADE DO AR NA AMP: Apesar da despreocupação sugerida, no que respeita à qualidade do ar, pelos registos da rede de monitorização da qualidade do ar da A.M.P., existem algumas evidências subjectivas e objectivas da sua degradação que contribuem para que este importante recurso natural continue a merecer a nossa atenção. Dentre as inúmeras evidências objectivas elegemos, a título de exemplo, as manifestações de mudança climática no espaço urbanizado portuense (Fig. 134), e o elevado número de crises asmáticas em crianças, com menos de 13 anos residentes na A.M.P. (Fig. 142). ver figura
As medições itinerantes de temperatura e humidade relativa que temos vindo a efectuar (Monteiro, A., 1997), nos últimos dez anos, têm evidenciado uma profusão de mosaicos climáticos locais gerados pela artificialização excessiva do suporte biogeofísico, pelos excedentes energéticos emitidos pelas actividades antrópicas e pela profunda modificação na composição química do filtro atmosférico provocado pelos numerosos e variados efluentes gasosos libertados pelo metabolismo urbano. Curiosamente, estas anomalias térmicas, vulgarmente designadas por "ilha(s) de calor urbano", ocorrem sob a acção de diferentes tipos de tempo (Fig. 134). Apesar da importante influência do mar, do rio, da diferenciação altimétrica, da diversidade de volumetrias de cada quarteirão e dos vários materiais construtivos utilizados, continua a parecer-nos indesmentível a enorme influência que o cocktail gasoso excretado para a atmosfera durante o metabolismo urbano, tem para modificar substantivamente os balanços energéticos, quer do fluxo natural, proveniente do Sol, quer do fluxo artificial exalado pelas actividades antrópicas (Fig. 143). ver figura |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |