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I.3. Os poluentes monitorizados na rede de Qualidade do Ar da AMP O dióxido de enxofre (SO2) A maior parte do enxofre presente na atmosfera é emitido por processos que envolvem, directa ou indirectamente, actividades humanas, das quais se salienta a combustão de carvão e de petróleo48. A oxidação do enxofre produz dióxido de enxofre (SO2) e uma série de outros compostos. O dióxido de enxofre pode depositar-se à superfície, formar aerossóis, por oxidação atmosférica, ou ser absorvido e oxidado pela água das nuvens. Ao depositar-se à superfície contribui para alterar os ciclos biogeoquímicos nos solos e os processos biológicos normais na vegetação e nas superfícies líquidas, assim como aumenta a corrosão de algumas ligas metálicas, presentes nos materiais de construção. A formação de aerossóis, por oxidação atmosférica, contribui para a degradação da visibilidade. A absorção e oxidação na água das nuvens, propicia a acidificação da precipitação, cujas consequências já apontámos. O número e rapidez de reacções fotoquímicas, em que o enxofre se envolve na troposfera, impede o seu transporte para a estratosfera49. A O.M.S. estabeleceu a concentração média anual entre 40-60 µg/m3, como o valor-guia, para prevenir o agravamento de patologias do foro respiratório. Na A.M.P. entre Janeiro de 1989 e Dezembro de 1996, ocorreram 623 dias em que a concentração de SO2 ultrapassou os 100µg/m350 (Fig. 137).
ver figura 48.A combustão de carvão e de
linhite é responsável por 80% do SO2 emitido para a atmosfera. A combustão de petróleo
apenas contribui com uma parte dos restantes 20%. Os veículos a gasolina emitem pouco SO2
para a atmosfera, uma vez que o conteúdo de SO2 neste combustível é de apenas 0.04%. Os
veículos a gasóleo emitem um pouco mais, já que o conteúdo de SO2 no gasóleo é de
0.2%. 49.O COS constitui uma excepção já que, dificilmente, é removido da troposfera conseguindo atingir a estratosfera onde é convertido fotoquimicamente em SO2 e SO4. [ continuar ] 50.Convém recordar que os registos disponíveis nesta rede têm inúmeras lacunas de informação (Monteiro, 1997). [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |