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Assim, vemos que, das 130 freguesias que compõem a Área Metropolitana do Porto, só 26 têm mais de 20 alojamentos não clássicos; todas as outras têm entre 0 e 20 (Fig. 70). Aliás, há mesmo freguesias que não têm nenhum alojamento não clássico (Fig. 72) – Argivai, Laúndos e Terroso (na Póvoa de Varzim), Arcos, Aveleda, Fajozes, Fornelo, Guilhabreu, Mindelo, Modivas, Outeiro Maior, Parada, Rio Mau, Tougues e Touguinha (em Vila do Conde), Gondim, Milheirós, Moreira, S. Pedro de Avioso, S. Pedro de Fins e Vila Nova da Telha (na Maia), S. Pedro de Afurada e Sermonde (em Vila Nova de Gaia), Lomba e Medas (em Gondomar) e Guetim (em Espinho).

Isto significa que, de uma forma geral, as condições de habitação na Área Metropolitana do Porto são, pelo menos, razoáveis.

Nesta área existem muito poucos alojamentos colectivos – quase todas as freguesias têm menos de 15 (Fig. 73). Veja-se que mesmo as freguesias de Bonfim, Cedofeita e Paranhos (no Porto), apesar de terem mais de 76 alojamentos colectivos, têm mais de 12.000 alojamentos familiares (Fig. 73 e 74), o que percentualmente quase retira qualquer importância ao número de alojamentos colectivos.

Para terminar, é ainda fundamental analisar algumas características relativas aos alojamentos familiares (Fig. 75 a 78) e ás suas características relativamente aos serviços de abastecimento de água (Fig. 79) e de drenagem de esgotos (Fig. 80)22.

Na Área Metropolitana do Porto, todos os concelhos têm mais de 40% dos alojamentos familiares com água canalizada (Fig. 75) enquanto que a percentagem mais elevada de alojamentos sem água canalizada não é superior a 20% (Fig. 78). Por outro lado, a maior parte dos concelhos não tem sequer mais de 10% de alojamentos familiares sem água canalizada (Fig. 78).

Além disso, as percentagens de alojamentos familiares com água canalizada proveniente da rede pública são superiores a 40% em quase todos os concelhos da Área Metropolitana do Porto – só os concelhos da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde é que têm percentagens entre 20-40% (Fig. 76).

Quanto a alojamentos familiares com água canalizada proveniente de rede privada eles representam, na maioria dos concelhos, entre 10 a 40% do total de alojamentos com água canalizada (Fig. 77). Nos concelhos do Porto e Gondomar as percentagens não ultrapassam os 10% (Fig. 77).

A maior percentagem de alojamentos sem água canalizada corresponde aos concelhos de Maia, Valongo e Vila do Conde (Fig. 78); todos os outros concelhos têm percentagens inferiores a 10% (Fig. 78).

Quanto ao abastecimento domiciliário de água e à drenagem de esgotos, os concelhos de Matosinhos e do Porto evidenciam uma rede bem estruturada no que respeita a estes serviços (Fig. 79 e 80). Ambos têm mais de 95% da população servida por abastecimento domiciliário de água (Fig. 79) e mais de 85% da população servida por drenagem de esgotos (Fig. 80).

ver figura
Fig. 70 – Número de alojamentos não clássicos por freguesia da AMP em 1991
ver figura
Fig. 71 – Número de alojamentos clássicos por freguesia da AMP em 1991
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Fig. 72 – Tipo de alojamentos por freguesia da AMP em 1991
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Fig. 73 – Número de alojamentos colectivos por freguesia da AMP em 1991
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Fig. 74 – Número de alojamentos familiares por freguesia da AMP em 1991
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Fig. 75 – Alojamentos familiares (%) com água canalizada por concelho da AMP em 1991
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Fig. 76 – Alojamentos familiares (%) com água canalizada proveniente da rede pública por concelho da AMP em 1991
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Fig. 77 – Alojamentos familiares (%) com água canalizada proveniente da rede privada por concelho da AMP em 1991
ver figura
Fig. 78 – Alojamentos familiares (%) sem água canalizada por concelho da AMP em 1991
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Fig. 79 – População (%) servida por abastecimento domiciliário de água por concelho da AMP em 1993
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Fig. 80 – População (%) servida por drenagem de esgostos por concelho da AMP em 1993


22.A informação relativa a estes items não está disponível por freguesias, pelo que vamos ter que nos restringir à análise por concelho. [ continuar ]

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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 16-12-2000
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