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O mesmo não acontece com os outros concelhos. Por exemplo, em Gondomar e em Valongo a percentagem de população servida por abastecimento domiciliário de água também é superior a 95% (Fig. 79), mas a percentagem de população servida por drenagem de esgotos é inferior a 40% (Fig. 80). Em Vila do Conde estes serviços ainda são mais deficientes, uma vez que a percentagem de população servida por abastecimento domiciliário de água e por drenagem de esgotos é inferior a 85% (Fig. 79) e a 55% (Fig. 80), respectivamente. Uma vez que o objectivo deste projecto passa por identificar os riscos e os impactes ambientais gerados pelo processo de urbanização e compreender e avaliar alguns dos efeitos provocados pelas áreas urbanizadas no Clima, na Qualidade do Ar e na Saúde dos residentes da AMP, é importante referir que em termos de tráfego e de poluição também se verificam algumas diferenças na área em estudo. Aqui, circulam diariamente, como foi referido23, uma média de 623.855 veículos (Fig. 6). Porém, a sua distribuição não é uniforme: enquanto que, por exemplo nos postos 1 (EN 205, Km 3) e 2 (EN 104, Km 1,85) foram contabilizados, em cada um deles, menos de 15.000 veículos, nos postos 5 (EN 107, Km 2,15), 8 (EN 13, Km 0,64), 11 (A1, Km 306,7) e 18 (A1, Km 300,4) o número de veículos ultrapassou os 100.000 (Fig. 6). Desta forma, vemos que se registou tráfego mais intenso nos postos localizados em Matosinhos (Posto 5), no Porto (Posto 8) e em Vila Nova de Gaia (Postos 11 e 18). O elevado número de veículos contabilizado naqueles postos contribui de forma intensa para a degradação da qualidade do ar nas áreas referidas, o que é comprovado pelo facto de também nestes postos se terem registado as maiores emissões de SO2, de CO, e de NO, calculadas a partir da contagem de tráfego na AMP entre 1990 e 1997 (Fig. 81 a 86). Nos postos 4 (EN 107, Km 4,62), 8, 11 e 18 registaram-se emissões de SO2 superiores a 37.000 m g/m3 (Fig. 81 e 82). Nos postos 8, 10 (A3, Km 0,05), 11 e 18 as emissões de CO ultrapassaram os 4.000 m g/m3 (Fig. 83 e 84) e nos postos 5, 8, 9 (EN12, Km 7,5), 11 e 18 as emissões de NO foram superiores a 450 m g/m3 (Fig. 85 e 86). Vemos, assim, que mesmo os postos onde as maiores emissões de SO2, de CO, e de NO não correspondem ao tráfego mais intenso registado na AMP são os localizados em Matosinhos e no Porto com excepção do Posto 4, que se localiza no concelho da Maia (Fig. 6 e Fig. 81 a 86). 23. Subcapítulo G.2.1 [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |