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G.2. Caracterização física e sócio-económica da Área Metropolitana do Porto (AMP) Iniciamos o nosso Projecto de investigação com a caracterização física e sócio-económica da área do Porto. Pretendeu-se com este diagnóstico, identificar e avaliar o conjunto de potenciais impactes no Ecossistema, provocados, sobretudo, por atitudes de grande irreverência do Homem face às componentes ambientais. Inventariamos depois, algumas das diversas condicionantes geográficas que, se tivessem sido devidamente consideradas nas diversas fases de crescimento do espaço urbano, teriam, provavelmente, propiciado uma organização espacial da Área Metropolitana do Porto diferente da actual mas, inequivocamente, mais aprazível. Da totalidade das pressões sobre o suporte ambiental que o fenómeno de urbanização portuense tem vindo a exercer, seleccionámos como objecto de estudo, apenas as que se fazem sentir no clima e na qualidade do ar e consequentemente na saúde e bem-estar dos residentes.
G.2.1. Caracterização do suporte físico da área em estudo A Área Metropolitana do Porto inclui nove concelhos (Fig. 8) e 130 freguesias (Fig. 9) distribuídos por uma área total de 812,6 km12 (Fig. 10 e 11). A cartografia do espaço edificado em 1911, em 1935, em 1955 e em 1985 (Fig. 5)13 permitiu-nos confirmar a profunda alteração que esta área sofreu nas últimas décadas deste século. A maior parte desta superfície está, neste momento (1999), impermeabilizada (Fig. 12), o que se traduz, directa e indirectamente, no maior impacte negativo de que este Ecossistema foi alvo durante este século. Directamente, e porque o território é finito, esta mancha crescente de espaço artificializado para a construção de edifícios e de vias de comunicação implica uma substituição do solo original e da sua cobertura natural, por uma promíscua combinação de materiais impermeáveis com cores, volumetrias, características físico-químicas, distintas das originais (Fig. 12 a 14). Indirectamente, porque a sua existência traduz uma profunda alteração nos usos e nas funções de cada unidade espacial artificializada. As inúmeras actividades industriais (Fig. 13), e todas as actividades antrópicas sediadas nos edifícios construídos (Fig. 12), assim como os 623.85514 veículos (Fig. 6) a circular diariamente num rendilhado constituído por um significativo número de vias de comunicação, que vão desde as estradas nacionais às auto-estradas (Fig. 6), corporizam um mosaico de metabolismos, cujas características e, sobretudo, cujos resultados não são ainda claramente conhecidos. ver
figura 12.Vila Nova de Gaia (169,82km2), Vila do Conde(149,31km2), Gondomar(133,26km2), Maia(83,7km2), Póvoa do Varzim (81,94km2), Valongo(72,99km2), Matosinhos(58,5km2), Porto (41,66km2), e Espinho (21,42km2). 13.A inexistência desta informação implicou a pesquisa e execução,
no âmbito do CLIAS, do levantamento e digitalização do espaço edificado representado
nas cartas do I.G.E., à escala 1:50000, relativas a 1911, 1935, 1955 e 1985. Pelo que
esta cartografia inédita, apesar de não estar prevista nos resultados esperados por este
projecto, é um produto muito importante para o conhecimento deste tecido territorial
realizado, no âmbito do CLIAS. 14.Este valor foi calculado a partir da soma dos veículos contabilizados nos últimos anos de registo do número de veículos em cada posto. Assim, em 1992, contabilizaram-se, nos postos 9, 14 e 15, um total de 95.970 veículos; em 1993, nos postos 1, 11, 13 e 17, o número de veículos contabilizado foi de 146.071; em 1994, o total de veículos contabilizado nos postos 7, 10, 12, 16 e 19 foi de 128.307; em 1995, contabilizaram-se 31.824 veículos, nos postos 2 e 4; em 1996,contabilizaram-se 53.437, no posto 5; e, finalmente, em 1997, contabilizaram-se 168.246 veículos nos postos 3, 6, 8 e 18. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 16-12-2000 |