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A densificação e a diversidade da rede de comunicações, a utilização de maiores volumetrias no espaço construido, permitiu aproximar as pessoas e as actividades, mas afastou os lugares de produção de alimentos, de abastecimento de água, de fornecimento de energia, de extracção de materias de construção, etc. A aglomeração de pessoas, de actividades industriais e o aumento de tráfego rodoviário e ferroviário, criou fluxos adicionais de energia para a baixa troposfera e a emissão de um autêntico cocktail de gases e partículas para a atmosfera. Apesar dos avanços tecnológicos permitirem aos Homens resguardarem-se cada vez melhor das hostilidades do meio, não tem sido (nem será!), possível evitar os inúmeros impactes negativos, directos e indirectos, gerados por este modelo de organização de pessoas e actividades no Ecossistema As manifestações de alteração climática, nomeadamente a ocorrência de alguns paroxismos, o agravamento de inúmeras patologias do foro respiratório, alergológico e respiratório, corporizam alguns dos melhores exemplos da inadaptação, do Homem e do Ecossistema que integra, a este assalto desenfreado aos recursos naturais protagonizado pelos processos de urbanização. A qualidade do ar, o clima e a saúde são excelentes vértices de apreciação do complexo polígono relacional, cujo conhecimento e equilíbrio, é imprescindível, na busca de modelos de organização de espaços urbanizados sustentáveis. A ser verdade, esta relação de causalidade, deverão ser já evidentes na qualidade do ar, no clima e na saúde dos portuenses, os impactes gerados pelo aumento do número de utentes da A.M.P. e dos equipamentos, infraestruturas e actividades a eles associados (Fig. 611 e 7). ver
figura 11.A Gasolina consideraram-se apenas os
automóveis ligeiros e a Gasóleo consideraram-se os ligeiros de mercadorias e todos os
pesados.
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 16-12-2000 |