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Esta reconstrução do território metropolitano tem sido particularmente intensa na cidade do Porto e na sua coroa metropolitana (Fig. 12 e 13). Aqui, as áreas ocupadas pela agricultura ou com solo a nu e com coberto vegetal são praticamente inexistentes (Fig. 15 e 16). Mas, à medida que nos afastamos da cidade do Porto, a presença de terras ocupadas pela agricultura (Fig. 7) e de florestas mistas e de coníferas (Fig. 16), emerge com maior visibilidade, tanto pelo número de exemplos como pela extensão das áreas ocupadas. Veja-se, por exemplo, que a superfície agrícola na cidade do Porto (Fig. 17) representa menos de 10% da ocupação total do solo nesta área, enquanto que em Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia as percentagens variam entre 10% e 20% e nos concelhos da Maia e Gondomar variam entre 20% e 30%. Por outro lado, é de referir que mesmo os concelhos de Espinho, Vila do Conde e Póvoa do Varzim que são os que apresentam as maiores percentagens de superfície agrícola de toda a Área Metropolitana do Porto não atingem percentagens superiores a 50%. A superfície florestal nos concelhos do Porto e Matosinhos (Fig. 18) também não ultrapassa os 10% da ocupação total do solo e no concelho da Maia varia entre 10-20%. Em Vila do Conde, Valongo e Vila Nova de Gaia a percentagem de superfície florestal é superior a 30% e em Gondomar este tipo de ocupação do solo ultrapassa os 40%. Quanto à existência de jardins e outros espaços verdes (Fig. 19), estes representam em todos os concelhos da Área Metropolitana do Porto menos de 5% da ocupação total do solo. Dentre todos os concelhos, o do Porto é aquele que apresenta a maior percentagem de jardins e outros espaços verdes 4,3% (Fig. 19). A cidade do Porto tem um número de jardins e outros espaços verdes muito mais significativo do que nos outros concelhos da área Metropolitana (Fig. 19), uma vez que, como foi dito, este é o concelho com maior percentagem de terrenos com construção habitacional e comercial. A reduzida existência de superfícies agrícolas e florestais nos concelhos da Maia, Matosinhos e Porto, bem como de jardins e outros espaços verdes em toda a Área Metropolitana do Porto, deve-se, essencialmente à substituição deste tipo de espaços por outros artificializados. Não é, por isso, de estranhar que seja o concelho do Porto a ter maior percentagem (mais de 60%) de terrenos com construção habitacional e comercial (Fig. 20) - já que tem um número reduzido de superfícies agrícolas e florestais (Fig. 7 e Fig. 9) - e que, por exemplo, Maia, Valongo e Gondomar não ultrapassem os 30%. Nem tão pouco que o concelho de Matosinhos apresente igualmente uma percentagem significativa (50 - 60%) de terrenos com construção habitacional e comercial (Fig. 20) e que seja também aquele que tem maior percentagem (19,7%) de terrenos industriais (Fig. 14), o que provavelmente explica o facto de ser este o concelho que apresenta a menor percentagem de solos com superfície agrícola, florestal, jardins e outros espaços verdes.
Síntese
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 16-12-2000 |