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A avaliação dos recursos naturais mobilizáveis para a estratégia de desenvolvimento (Fig. 2), fragiliza-se e pode até, verificar-se desadequada pelo cariz caótico de funcionamento de cada componente do suporte biogeofísico. A Incerteza das respostas do Ecossistema não se anulará nunca. O diagnóstico deve ser efectuado, mas só a monitorização permanente dos sucessivos estímulos-respostas, durante todo o tempo de implementação da estratégia, garante uma atenuação do risco de delapidação de recursos naturais. A mobilização de recursos naturais (ar, água, solo...), para a promoção do desenvolvimento em espaços urbanizados, implica a adopção de acções adaptativas, flexíveis e atentas aos sinais de cada subsistema. No caso das expectativas de qualidade de vida e padrões de bem-estar, a equipa de planeamento encontrará um mosaico social complexo em constante mudança e fértil em conflitualidade (Fig.2). A proliferação de atitudes, gostos e aspirações, que é necessário acomodar numa teia territorial urbana, é um desafio de harmonização impossível. Tanto mais, que as mudanças e a turbulência interna de cada grupo social, são cada vez mais rápidas e maiores (Fig.3).
Fig. 3 - Alguns critérios de avaliação da "qualidade" do ambiente urbano
A criação de organizações espaciais satisfatórias para os vários utentes urbanos, significa um esforço de antecipação, cuja probabilidade de êxito é à partida desconhecida. A solução pode, no entanto, residir na transformação desta apetência social para a mudança, em alterações positivas de gosto e de atitude, relativamente aos recursos naturais, a partir da disponibilidade de certos tipos de espaço e de funções. Deste modo, poder-se-ia induzir os cidadãos a descobrir "motivos" para investir na natureza e a transformar. O que, inicialmente, seria lido como um sacrifício pode tornar-se num vantajoso benefício. No caso da importância expressa pelos Homens relativamente aos outros elementos, a equipa de planeamento, confrontar-se-á com profundas diferenças no conhecimento e percepção do meio, na identificação dos "problemas", na avaliação do risco, etc. A leitura e a interpretação de cada elemento do suporte biogeofísico, determina o valor e o interesse que lhe é atribuido (Fig. 4). ver figura 8.Esta figura representa a nossa interpretação de alguns trechos do livro de Michael Hough, City form and natural process, Routledge, London, 1989. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |