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G. PLANO DE TRABALHO

G.1. O papel da geografia na investigação científica de apoio às decisões de ordenamento do território

A Geografia ocupa, actualmente, um espaço insubstituível no quadro das disciplinas que podem contribuir para imaginar e implementar teias territorias urbanas sustentáveis (Fig. 1 e 2).

Desde sempre existiu no seu objecto uma preocupação, igualmente repartida, com os Lugares e com os Homens (Fig. 1).

A promoção de sustentabilidade em espaços urbanizados, implica uma abordagem sistémica do contexto geográfico em que, a ponderação das necessidades de satisfação das expectativas de qualidade de vida dos cidadãos, seja idêntica à dos limites de recuperação dos subecossistemas presentes (Fig. 2).

ver figura
Fig. 1 - Actualidade do objecto da Geografia para a construção de teias territoriais de sucesso

A qualidade de vida é um atributo relativo e referenciado aos modelos de vida de cada época. Os sacrifícios que cada um de nós está disposto a efectuar, dependem da capacidade de nos convencermos que os benefícios compensam, que a probabilidade de apreciarmos esses benefícios é elevada e que as vantagens vão ser sentidas na nossa geração.

O(s) projectista(s) de teias territoriais urbanas de sucesso enfrenta(m), portanto, um problema com várias incógnitas, cujo resultado depende da habilidade para encontrar soluções que sirvam em simultâneo os cidadãos e o suporte biogeofísico. Para prosseguir com este objectivo necessita de avaliar:

i) as potencialidades e os constrangimentos de cada componente do Ecossistema;

ii) as aspirações de qualidade de vida e bem-estar de cada nicho social presente;

iii) a valorização e a importância que a sociedade atribui aos outros elementos do Ecossistema.

No caso do suporte biogeofísico, a equipa de planeamento encontrará, na maior parte dos casos, organizações caóticas. Significa isto, que são sistemas passíveis de serem compreendidos e descritos à posteriori, mas absolutamente imprevisíveis. Os sistemas caóticos, corporizam uma ordem invisível comparável, segundo alguns defensores desta teoria, a um complexo mobile, cujas sonoridades e movimentos são infinitamente diversas (Fig. 2).

Neste tipo de modelos de funcionamento, a reunião de mais informação e conhecimento, sobre cada peça do puzzle, não significa, necessariamente, um incremento na capacidade de antecipação das reacções. O princípio da Incerteza funciona aqui em pleno.

ver figura
Fig. 2 - Componentes do modelo de desenvolvimento sustentável de espaços urbanizados


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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
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