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C) OBJECTIVOS DO PROJECTO Era nosso propósito conseguir, no decurso deste Projecto: 1º Identificar os riscos e os impactes ambientais gerados pelo processo de urbanização, cujos efeitos se reflectem na "(in)sustentabilidade" do ambiente natural e na deterioração da "qualidade de vida" e "bem-estar" dos portuenses; 2º Compreender e avaliar alguns dos efeitos provocados pelas áreas urbanizadas no Clima, na Qualidade do Ar e na Saúde dos residentes; 3º Identificar algumas medidas de mitigação para minimizar, quer os impactes negativos no Meio Ambiente, quer os custos sociais e económicos para a sociedade, que lhes estão associados. Os resultados alcançados, até este momento, no domínio do conhecimento dos efeitos que uma estratégia de desenvolvimento, como a implementada nos espaços urbanos portugueses ao longo dos últimos 25 anos, pode significar em termos de impactes, primeiro no Ecossistema e na manutenção do equilíbrio mínimo desejável entre as diversas componentes ambientais e, posteriormente, no êxito da própria intenção de desenvolvimento, parecem-nos ainda muito aquém daquilo que deveria ser necessário conhecer, para dotar os decisores das alternativas mais adequadas aos objectivos de desenvolvimento económico sustentável que pretendem. O modelo territorial actualmente existente na área metropolitana do Porto é cada vez mais confuso, desarticulado e incompreensível e, parece-nos evidente que o sucesso e a exequibilidade das estratégias de desenvolvimento para esta área terão obrigatoriamente de incluir uma avaliação exaustiva do estado do ambiente na área, antes de delinear e seleccionar as estratégias de promoção de desenvolvimento. A promoção do bem-estar tanto para a população urbana, a partir da dinamização dos centros urbanos principais inclui, em nosso entender, o preenchimento de várias condições, das quais a qualidade estética da paisagem é, apenas, uma dentre outras igualmente importantes. O cuidado com a manutenção de um ecossistema equilibrado não nos garantirá, por si só, qualidade de vida, conforto e bem-estar, porque sendo condição necessária, não é suficiente para atrair investimento, redinamizar os sectores produtivos vitais para a economia local, criar emprego e/ou educar. Todavia, a disponibilização de maior número de produtos e funções não garante de per si um incremento nos padrões de "qualidade de vida" e "bem-estar" porque pode, por exemplo, efectuar-se à custa de um "consumo" de recursos naturais "insustentável" para os limites de resistência e adaptabilidade dos seres humanos. As inúmeras dificuldades com que nos deparámos, ao longo de anteriores trabalhos1, para dissociar a variabilidade intrínseca ao Sistema Climático da variabilidade induzida pelas acções antrópicas, constituiu um excelente exemplo do tipo de motivos que têm contribuído para mascarar a gravidade dos impactes provocados pela urbanização no Ecossistema em que se inclui. O interesse pelas consequências imediatas das manifestações de mudança climática, geradas pelas várias intervenções no circuito energético natural e pelo extraordinário incremento nas fontes de alimentação de um circuito energético inteiramente artificial, aumenta consideravelmente quando se torna possível identificar riscos perceptíveis à escala de uma ou duas gerações (Monteiro, A, 1993). 1MONTEIRO A. (1993) - O Clima Urbano do Porto. Contribuição para a definição das estratégias de planeamento e ordenamento do território. Dissertação de Doutoramento em Geografia Física, FLUP, Porto, Outubro de 1983, 436 p. polic. [continuar] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |