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O agravamento de determinadas patologias, associado à modificação do comportamento de alguns elementos climáticos e à degradação da qualidade do ar, pode ser uma forma eficaz de, indirectamente, estimular a atenção sobre a precaridade do equilíbrio do ecossistema urbano (Monteiro, A, 1993). Embora os efeitos reais do meio urbano na saúde dos seus habitantes, possam ser, facilmente, confundidos com as maiores e mais profundas diferenças sócio-económicas, que este tipo de regiões normalmente alberga, não deixa de ser evidente que a inadequação arquitectónica dos edifícios para residência ou para local de trabalho, o maior ruído de fundo, o aumento do uso de iluminação artificial, a maior concentração de pessoas e a poluição atmosférica, que caracterizam qualquer meio urbano, contribuem para agravar um variadíssimo conjunto de patologias2 (Monteiro, A, 1993). Para além de interessarem ao Homem, em particular por lhe condicionarem directamente o conforto e o bem-estar, a comprovação de algumas consequências fisiológicas e psíquicas inerentes ao modus vivendi urbano pode contribuir para cativar os decisores ao evidenciarem, até, os graves prejuízos económicos e perda de capacidade de desempenho de determinadas tarefas3, agravados pelo tipo e intensidade de ocupação do espaço nas cidades. Propomo-nos, na sequência dos exercícios anteriormente efectuados (Monteiro, A, 1993), continuar a analisar as relações de dependência entre os momentos de maior Degradação da Qualidade do Ar no Porto e o Agravamento das Crises Asmáticas (em crianças com menos de 13 anos). Para isso contámos com um arquivo de informação climatológica diária (1989-1996), de registos horários de SO2, Fumos Negros, NO2, NO, CO e Pb na tamosfera portuense (1989-1996), e dos registos de internamento de crianças com menos de 13 anos no Hospital de S. João (1989-1997). 2MONTEIRO, A., 1990, p.33-49. 3BROADBENT, D.E., "Environment and performance" em HARRISON, G.A., GIBSON, J.B. (ed), Man in urban environments, Oxford University Press, Oxford, 1976, p.274-285. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |