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 Existem inúmeros critérios de classificação dos poluentes, dos quais seleccionámos, a título de exemplo, o de Holdgate (1980) porque, apesar de ser simples, não deixa de sublinhar a complexidade dos conceitos, nem a necessidade de envolvimento de inúmeras áreas de investigação para a sua compreensão (Fig. 136).

Segundo Holdgate (1980), os poluentes podem classificar-se segundo a sua natureza, as suas propriedades, os sectores do meio que afectam, a sua fonte ou os seus padrões de uso (Fig. 136).

CLASSIFICAÇÃO DE POLUENTES

1 -Natureza

a) composição química: inorgânicos e orgânicos
b) estado físico: gasosos, líquidos e sólidos

2 -Propriedades

a) solubilidade
b) dispersão e diluição
c) biodegradabilidade
d) persistência
e) predisposição para entrar em reacções químicas

3 -Sectores do meio ambiente afectados

a) atmosfera
b) água
c) solo

4 -Fonte

a) combustão: domésticos,industriais,agrícolas
b) actividade industrial
c) actividade agrícola
d) origem humana, doméstica e industrial
e) actividade militar
f) actividade microbiológica

5 -Padrões de uso

a) industriais: matéria-prima, materiais de construção, solventes, refrigerantes, lubrificantes, detergentes, pesticídas.
b) domésticosc) agrícolas

 Fig. 136 - Lista de classificação de poluentes segundo Holdgate, 1980, modificado.

  Sob o ponto de vista climatológico, importa-nos, fundamentalmente, saber o grau de dispersão de cada poluente e a sua apetência para participar em reacções químicas, sobretudo, em contacto com a luz.

Da totalidade dos elementos químicos emitidos para a atmosfera, por processos naturais ou pelas actividades humanas, interessam-nos, especialmente, aqueles que modificam a qualidade e a quantidade das trocas energéticas entre a Terra e a Atmosfera.

Interessa-nos analisar aqueles que produzem modificações na temperatura, intervindo nos processos físico-químicos ao nível da estratosfera. Alterações na quantidade relativa de gases absorventes de algumas faixas do espectro solar, ou o aumento da quantidade de partículas no estado sólido, com dimensões semelhantes ao comprimento de onda do espectro visível, resultantes da mistura entre alguns compostos e posterior oxidação fotoquímica, provocam alterações no sistema climático, que podem traduzir-se em mudanças na temperatura do globo, em degradação da visibilidade ou na acidificação da precipitação.


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Comentários: clias.clc@mail.telepac.pt
Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
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