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I. A QUALIDADE DO AR NA ÁREA DO PORTO I.1. A Rede de Monitorização da Qualidade do Ar na AMP A elaboração da história da evolução da Qualidade do Ar na A.M.P. não é um propósito fácil de concretizar, já que a rede de registos, os procedimentos de medição, os compostos químicos gasosos medidos e até os organismos oficiais responsáveis pela monitorização da qualidade do ar, variaram substantivamente desde 196843. Actualmente, a monitorização da qualidade do ar da A.M.P. depende da Direcção Regional do Ambiente do Norte (D.R.A. Norte), tutelada pelo Ministério do Ambiente e dispõe: i) desde Janeiro de 1993, dos registos da estação automática, sediada na Faculdade de Engenharia (Fig. 135, nº10); ii) desde Janeiro de 1994, dos registos de mais duas estações automáticas, localizadas na Rua do Campo Alegre (Fig. 134, nº9) e na Rua Formosa (Fig. 135, nº11). Embora o conjunto de poluentes atmosféricos monitorizados, actualmente, tenha sido consideravelmente alargado (SO2, CO, NOx, NO2, O3 e Pb), comparativamente com os parâmetros medidos na rede anterior (acidez forte expressa em dióxido de enxofre44 e fumos negros), a representatividade da localização dos novos postos, a alteração do tipo de equipamento de medição e a inexistência de períodos comuns de registo nas duas redes, prejudicam a leitura e interpretação dos dados disponíveis ao longo dos últimos trinta anos (Fig. 135). Como adiante se verificará o valor absoluto dos registos até 1992 são, no que respeita à degradação da qualidade do ar na A.M.P., inesperada e incompreensivelmente distintos. Inesperadamente, porque não ocorreram mudanças quer no uso do solo, quer no modo de vida dos portuenses. Incompreensíveis porque não existiu nenhuma estratégia de qualificação do ar urbano que justifique a aparente Limpeza da Atmosfera dos últimos quatro anos (1993-97).
ver figura 43.Na A.M.P., a primeira rede de
medição da qualidade do ar foi da responsabilidade da Direcção Geral da Qualidade do
Ar (D.G.Q.A./C.G.A.) e apenas registava informação relativa à acidez forte, expressa em
dióxido de enxofre e fumos negros.
44.A acidez forte foi o único elemento de análise, utilizado
pela Comissão de Gestão do Ar da Área do Porto, para avaliar a concentração de SO2 na
atmosfera portuense até à entrada em funcionamento das estações automáticas da
Faculdade de Engenharia, da Rua Formosa e do Campo Alegre (em 1993). |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |