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H.2.2. Formas e magnitudes das "ilhas de calor" portuenses no Verão No período mais quente do ano a importância das fontes artificiais de energia para a definição dos mosaicos térmicos nocturnos, supor-se-ia atenuada, uma vez que a fonte energética natural e principal o Sol - está no seu pico de energia recebida à superfície. A importância e a extensão da acção amenizadora do ar húmido proveniente do mar e do rio, responsabilizar-se-iam pelas nuances térmicas quotidianas apreciadas no interior de todo o tecido urbano. Todavia, mesmo nesta época do ano existem algumas evidências do contributo que o Homem carreia para a definição dos subsistemas climáticos em espaços urbanizados (Fig. 115 a 133). Quando o ar sopra predominantemente de N, as áreas mais quentes da cidade, durante a noite, são o centro histórico, de quarteirões compactos e ruas estreitas e, por vezes, as áreas abrigadas da vertente oriental da plataforma acima dos 100m que emerge na área leste da cidade (Fig. 124 e 125). Logo numa primeira impressão visual de conjunto, da cartografia das isoanómalas médias, ressalta o facto das anomalias térmicas serem positivas para a maioria dos dias de registo, independentemente do estado de tempo e da época do ano. É relativamente fácil definir o núcleo mais quente da cidade, que engloba uma vasta área, em L invertido, desde a Rua da Boavista até à "Baixa. Dentro deste núcleo mais quente, incluem-se, em dias de estabilidade atmosférica, três "picos" térmicos: Praça da Liberdade, Palácio dos Correios, Rua da Boavista, e um eixo entre a Praça das Flores e S.Roque (Fig. 134). O núcleo mais quente centrado no, atrás mencionado, L invertido, que engloba a Av. dos Aliados-Pç.República-R.Boavista inclui lugares cujas altitudes oscilam entre os 64m (Av.Liberdade) e os 116m (Pç.República). O outro núcleo quente, a leste, localizado entre o Marquês e S. Crispim, corresponde a áreas com altitudes mais elevadas, entre 145 e 150m. A área S. e W. da cidade regista quase sempre temperaturas mais baixas. A diminuição da temperatura faz-se progressivamente à medida que nos aproximamos do rio Douro e do mar, respectivamente.
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |