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Os factores desencadeantes/provocadores de crises asmáticas são múltiplos. O debate sobre o papel dos genes como causa da asma ainda continua a decorrer, mas o mais provável é que uma interacção complexa entre o perfil genético de um indivíduo e vários factores seja determinante para o aparecimento desta condição clínica. Entre os diferentes factores que se pensa serem capazes de iniciar um ataque de asma destacam-se (Jeena et al, 1998):
Assim, em termos estacionais, no Verão, a asma pode ser desencadeada pela camada de ozono a nível do solo, na Primavera, pela propagação do pólen das plantas. No Outono, a asma pode ser desencadeada pelas poeiras levantadas pelo vento, pela humidade que se começa a fazer sentir e pelo grande desenvolvimento dos ácaros que se verifica nesta altura, e no Inverno, pelo ar frio. O tabaco é outro factor de risco. Estudos recentes demonstram que se uma mulher fuma enquanto está grávida, ou perto do seu bébé, a criança terá uma maior propensão para vir a sofrer de asma. A asma afecta tanto crianças como adultos e pode ocorrer pela primeira vez em qualquer altura da vida. No entanto, é mais comum nas crianças6, sendo mesmo a doença crónica que lidera a lista das doenças na população mais jovem. Aliás, esta doença é a terceira causa de hospitalização entre as crianças, pois, apesar de muitas não terem problemas muito graves, conseguindo controlar a doença sem sair de casa, outras têm problemas mais sérios, tendo de recorrer muitas vezes às urgências dos hospitais (Colorado Healt Net) . Além disso, tem-se registado um aumento significativo na proporção de pessoas com asma, o que pode dever-se a uma melhoria nos métodos de diagnóstico da doença e não a um aumento real. Contudo, tem havido, a nível mundial, um aumento na morbilidade e mortalidade causadas pela asma. Por exemplo, em Filadélfia (nos Estados Unidos), os níveis de asma aumentaram de 0.68 por cada 1.000 habitantes, em 1977, para 2.41, em 1991.
O aumento do número de pessoas com asma tem sido particularmente evidente nos grupos socio-económicos mais elevados, o que segundo alguns autores é explicado pela melhoria das condições de vida a que as pessoas pertencentes a esta classe social têm fácil acesso. O aquecimento interior, uma melhor calefetação e o uso de alcatifas e carpetes são responsáveis pela formação de uma atmosfera propícia à multiplicação dos microscópicos ácaros. Desta forma, o acesso a cada vez melhores condições da vida moderna é indiscutivelmente um dos factores que pode provocar o aumento das asmas. Veja-se o caso dos americanos de origem africana, que têm uma prevalência de asma 23% mais elevada do que a população branca (National Heart, Lung and Blood Institut, 1995). O tipo de vida ocidentalizada, adoptada por estes indivíduos, contribuiu para um grau mais elevado de sensibilização das vias respiratórias, principalmente nas crianças (Jeena et al, 1998). 5.As vias respiratórias são muito sensíveis à poluição atmosférica. Vários estudos demonstraram que após aumentos de exposição a alguns poluentes os internamentos devidos a problemas respiratórios, como a asma, aumentaram (Campbell, 1997). Seis dos poluentes cujas concentrações acarretam mais efeitos negativos para a saúde são o Monóxido de Carbono (CO), o Chumbo (Pb), o Dióxido de Nitrogénio (NO2), o Ozono (O3), o Dióxido de Enxofre (SO2) e as Poeiras (PM-10) US, EPA, Ofice of Alt Radiation: National Air Quallity, 1995 (Tabela 1 AnexoI). [ continuar ] 6.Manifesta-se, geralmente, nos primeiros anos de vida e a maioria das pessoas sofre a sua primeira crise grave por volta dos 5 anos. Na maioria dos casos, as crianças com asma melhoram a partir da adolescência e podem deixar de ter sintomas, ou passar a ter sintomas muito ténues, na idade adulta. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |