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Como principais conclusões relativamente ao perfil climatológico e à qualidade do ar nos períodos em que ocorreram as "sequências críticas" identificadas para o total de crises asmáticas em crianças dos 5 aos 10 anos destacamos:

  • em termos de Temperaturas Médias Máximas e Mínimas, os "dias críticos" definidos para os casos de crises asmáticas em crianças dos 5 aos 10 anos estas já não se diferenciam muito do que é considerado "normal" para os períodos em que ocorreram – neste caso, a maior parte dos "dias críticos" em análise teve Temperaturas Médias Máximas e Temperaturas Médias Mínimas semelhantes ao "normal";
  • em relação quer à velocidade quer ao quadrante do vento, os "dias críticos" identificados para o total de crises asmáticas em crianças dos 5 aos 10 anos, apresentam algumas diferenças significativas relativamente ao que é considerado "normal";
  • o período em questão foi mais seco do que o "normal";
  • dos dias para os quais temos dados de nebulosidade (34% do total), só 26% tiveram céu completamente coberto e só se registou forte nebulosidade em 22% dos dias, o que dá um total de 48% de dias com céu parcialmente ou totalmente coberto;
  • para a pressão também só temos dados para 34% do total de dias e desses só em 22% se registaram altas pressões;
  • no que respeita às situações sinópticas, temos uma predominância, nos dias para os quais temos dados relativos a estas variáveis, de situações de superfície de Margens Anticiclónicas e de situações em altitude de Ramo do Fluxo Zonal – o que corresponde ao "normal".

 

No respeitante à qualidade do ar, a análise feita, mais uma englobou alguns dos poluentes medidos na Faculdade de Engenharia (SO2, CO, NO e NO2), para além da acidez e dos fumos negros, registados nos diferentes postos anteriormente referidos.

No caso da acidez, registou-se em todos os postos de medição uma forte variabilidade dos valores de SO2, tendo-se registado valores entre os 0 m g/m3 (no posto da Escola da Torrinha) e os 223 m g/m3 (na Casa de Saúde da Boavista). Este valor, registado a 10 de Novembro de 19890 é muito superior ao valor recomendado pela O. M. S.

Por outro lado, há um número elevado de dias em que o valor-guia não é ultrapassado e as concentrações registadas podem até ser consideradas reduzidas. Recorde-se que o valor predominante mais elevado é 70 m g/m3.

Os valores de fumos negros registados nestes dias também apresentam grandes variações, com valores entre 1 m g/m3 (na Escola Secundária de Leça da Palmeira, na Escola da Torrinha e na Escola Secundária de Matosinhos), e 114 m g/m3 (na Rua Mártires da Liberdade).

As concentrações de fumos negros registadas também podem ser consideradas baixas, uma vez que o valor predominante mais elevado é 68 m g/m3.

Finalmente, no que respeita à concentração de poluentes medida na Faculdade de Engenharia, só os valores de SO2 são inferiores ao valor-guia estabelecido pela O. M. S.. O mais elevado é 40,8 m g/m3. Todos os outros poluentes aí medidos, nos dias em análise, registaram valores superiores ao aceitável, sendo o valor de CO o mais preocupante, uma vez que, sabendo-se que a média de 8h é de 10.000 m g/m3, uma média diária de 22720 m g/m3, registada no dia 21 de Setembro de 1993, representa um risco elevadíssimo de agravamento de patologias do foro respiratório. Além disso, o valor da média diária de CO mais frequente (2634 m g/m3) é também muito elevado.

Os valores registados para os outros poluentes não são tão elevados, mas, de qualquer forma, também não são minimamente aceitáveis.


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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-12-2000
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