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Como principais conclusões relativamente ao perfil climatológico e à qualidade do ar nos períodos em que ocorreram as "sequências críticas" identificadas para o total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 anos destacamos:

  • embora alguns dias tenham registado Temperaturas Médias Máximas e Mínimas inferiores ao "normal", ainda que por vezes essa diferença não fosse muito acentuada, a maioria registaram Temperaturas Médias Máximas e Mínimas superiores ao "normal";
  • a maioria dos "dias críticos" identificados para o total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 anos foi, assim, mais quente que o "normal";
  • em relação quer à velocidade quer ao quadrante do vento, os "dias críticos" identificados para o total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 anos, também apresentam algumas diferenças relativamente ao que é considerado "normal" para a AMP, se bem que no que respeita ao rumo do vento estas diferenças não são significativas;
  • o período em questão foi mais seco do que o "normal";
  • o número de dias com céu completamente coberto foi quase de 21% dos "dias críticos" para os quais temos valores de nebulosidade e que nos outros dias se registou, quase sempre, forte nebulosidade - os valores de nebulosidade parecem, assim, enquadrar-se no "normal";
  • em 66% dos "dias críticos" para os quais há dados da pressão atmosférica, registaram-se altas pressões;
  • nos "dias críticos" predominaram os Anticiclones Ibero-Mediterrâneos (à superfície) e as Cristas Anticiclónicas (em altitude) – o que não corresponde ao que é considerado normal para a área em estudo.

No que respeita à qualidade do ar, a sua análise é dificultada pelas imensas lacunas existentes nos dados. Até 1992 só temos dados referentes à acidez forte (expressa em dióxido de enxofre), e aos fumos negros, dados esses registados em diferentes postos de medição67.

Assim, e uma vez que, no caso do total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 anos, só se registaram dez "dias críticos" nos anos posteriores a 1992, vamos centrar a nossa análise nas medições das concentrações destes dois poluentes.

No caso da acidez forte, registou-se nos "dias críticos" em estudo (em todos os postos de medições) uma forte variabilidade dos valores de SO2 (Anexo III): entre 5 m g/m3 (no posto da Rua Entre Paredes) e 2375 m g/m368 (no posto da Casa de Saúde da Boavista).

Porém, apesar de se terem atingido concentrações tão elevadas como esta última, os valores registados nos diferentes postos são, à excepção de alguns casos pontuais (7% do total de registos), inferiores ao valor-guia estabelecido pela O.M.S. (125 m g/m3).

Quanto aos fumos negros, os valores registados nos diferentes postos de medição ultrapassam, em 18% do total de dias, os 50 m g/m3 estabelecidos como valor-guia estabelecido pela O.M.S..

As concentrações mais elevadas deste poluente, nos "dias críticos" em que houve medição das concentrações de fumos negros, foram as registadas na Rua Mártires da Liberdade, que em 45% dos dias observou valores superiores a 100 m g/m3.


67. Os postos de medição para a acidez forte e os fumos negros funcionavam na Casa de Saúde da Boavista, na Escola de pedras Rubras, na Escola Secundária de Leça da Palmeira, na Escola Francisco Torrinha, na Escola Secundária de Matosinhos, na Escola Gomes Teixeira, na Rua Mártires da Liberdade e na rua Entre Paredes - ver Capítulo I1, Fig. 135 [ continuar ]

68. É de relembrar que a O.M.S. estabeleceu para o SO2 a concentração média diária de 125 mg/m3, como valor-guia, para prevenir o agravamento de patologias do foro respiratório - ver Quadro V, Capítulo I2[ continuar ]

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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-12-2000