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G.3.2.2. Situações sinópticas em altitude

Relativamente à análise das situações sinópticas em altitude e considerando apenas os dois grandes tipos de circulação - zonal e meridiana- constatamos que houve, ao longo do período 1987-1997, o predomínio claro desta última sobre a outra (Fig. 89, Fig. 90, Fig. 91 e Quadro I e Anexo 1).

ver figura
Fig. 89 - Número de situações com circulação zonal
(entre 1 de Janeiro de 1987 e 31 de Dezembro de 1997).

ver figura
Fig. 90 - Número de situações com circulação meridiana - corrente ondulatória
(entre 1 de Janeiro de 1987 e 31 de Dezembro de 1997).

ver figura
Fig. 91 - Número de situações com circulação meridiana - situação de bloqueio
(entre 1 de Janeiro de 1987 e 31 de Dezembro de 1997).

 

 

Ao longo dos 132 meses analisados, a circulação zonal predominou em 6 meses e a circulação meridiana nos restantes 126 meses (Quadro I e Fig. 89 a 91). Destes últimos, em 87 meses foram mais frequentes as correntes ondulatórias, enquanto nos restantes 39 foram mais frequentes as situações de bloqueio (Quadro I e Fig. 90 e 91).

Apesar da irregularidade de ocorrência de cada um dos tipos de circulação do ar em altitude, emergem, ainda que não de uma forma inequívoca, algumas regularidades de comportamento. Se não procurarmos regularidades absolutas, extensivas aos 11 anos analisados, parece haver uma certa ordem no ritmo de sucessão intra-anual dos tipos de circulação em altitude (Quadro I, Fig. 89 a 91). Embora com uma frequência relativa baixa, em Março, Junho e Agosto predominaram, no período estudado, situações de circulação do ar em altitude do tipo meridiana com correntes ondulatórias (em 9 e 10 anos dos 11 analisados). Em Maio surgiram com regularidade circulações meridianas de bloqueio (7 anos dos 11 analisados). Em Abril, Julho e Setembro a circulação do tipo zonal em altitude foi a predominante em 3 dos 11 anos que observámos (Quadro I).

No que diz respeito à circulação zonal, em altitude, os meses de Junho de 1987, de Julho de 1987, 1988 e 1990, de Agosto de 1988 e de Setembro de 1987, corporizam verdadeiras excepções à regra com mais de 20 dias/mês em que a circulação do ar foi do tipo zonal (Quadro I e Fig. 89).

Face ao claro predomínio das situações anticiclónicas sobre as perturbadas, torna-se óbvio que, quer em termos absolutos, quer em termos relativos , qualquer que seja o tipo de circulação em altitude, a probabilidade de ter coincidido com uma situação anticiclónica à superfície é grande.

 

Síntese

- as situações anticiclónicas foram, claramente, predominantes entre 1987 e 1997;

- que em Junho, Julho, Agosto e Setembro as situações anticiclónicas foram as predominantes na quase totalidade dos anos estudados (10 em 11);

- as situações depressionárias, pelo contrário, não ocorreram, preferencialmente, em nenhum mês, embora em Outubro e Dezembro elas tenham predominado em 5 e 6 dos 11 anos estudados;

- Janeiro de 1996 (com 27 dias) e Maio de 1997, Dezembro de 1989 e Novembro de 1997 (com 25 dias), foram meses, absolutamente excepcionais, em que se sucederam mais de 25 dias/mês sob a acção de situações depressionárias;

- os meses de Dezembro de 1993 e 1995, de Outubro, Março e Fevereiro de 1990 assistiram a uma, pouco comum, predominância de situações depressionárias, facto que convêm registar uma vez que coincidiram com alguns dos meses de mais elevado número de crises asmáticas internadas no Hospital de S. João (Porto);

- a circulação em altitude foi predominantemente meridiana e, dentre esta, do tipo corrente ondulatória.


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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
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