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Os Pergaminhos Medievais

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Última actualização: 16 Janeiro, 2006

 

Designação

Os Pergaminhos Medievais da Quinta da Pacheca

Unidade de I&D da FCT

GEHVID

Entidade(s) financiadora(s)

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Investigador responsável

José Marques

Área científica

História

Palavras-chave

história do vinho e da vinha

Data de início

2004 (1 de Julho)

Data de conclusão

2005 (31 de Dezembro)

Investigadores

José Marques, Ana Paula Mendes Leal, Amândio Barros

Instituições colaboradoras

 

URL

 

Resumo

Os principais fundos arquivísticos com importância para a história do vinho do Porto encontram-se hoje repartidos, na sua maioria, pelo Porto (IVP), Gaia (Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, Arquivo do Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto, arquivos de empresas, etc.) e Douro. Nesta região, há que considerar o arquivo da Casa do Douro e, não menos importantes, os diversos arquivos familiares existentes.
E mais importantes se tornam estes arquivos quando "a História do Douro, das suas gentes e do seu labor, do seu vinho e das suas quintas, anterior ao estabelecimento do chamado "Paíz Vinhateiro" está, em grande medida, por fazer.
Além disso, o interesse dos investigadores pelo período medieval e alvor da época moderna duriense esbarra frequentemente em exasperantes lacunas documentais tornando-se extremamente difícil remediar essa situação.
Por outro lado, a documentação habitualmente ao dispor dos interessados, monástica, municipal ou régia foi, por vezes, violentamente afectada pelas vicissitudes da História. Lembre-se o trágico incêndio do Mosteiro de Salzedas e a destruição do seu cartório. Recordem-se as desorganizadas transferências de arquivos iniciadas no século XIX e a "limpeza" de muitas repartições estatais...
É neste contexto que ganha enorme importância o estudo dos arquivos particulares conservados em muitas casas e quintas da região".
E o facto é que, nos últimos tempos, tem vindo a aumentar o interesse da História pelos arquivos pessoais e familiares. A história dos indivíduos ou das famílias, relaciona-se, crescentemente, com os respectivos contextos sociais, económicos, das mentalidades... e a extrema diversidade da composição dos arquivos familiares abre horizontes frequentemente imprevistos.
Por seu turno, os arquivos do sector associativo e empresarial, testemunhas de fenómenos de grande extensão, trazem contribuições muito importantes à pesquisa em história económica e social, nomeadamente nos campos da cultura empresarial, dos mecanismos de comércio, das relações entre agentes do sector, preços, tipos de produtos, etc.
Além disto, muitos dos arquivos privados contêm documentação de natureza pública, em consequência de funções ocupadas pelos seus produtores que quiseram conservar perto de si os seus documentos oficiais. Ora, em termos objectivos, tem sido por via dos documentos oficiais que se tem vindo a perpetuar a visão "oficial" do que se passou... No entanto, a sociedade movimenta-se mais rapidamente que a memória oficial. E move-se no sentido inequívoco da diversidade e pluralidade de memórias, que não se esgotam numa "memória nacional", unipolar e de pensamento único. Os documentos privados são, portanto, o complemento necessário dos arquivos públicos, dado que permitem muitas vezes rectificar uma visão do passado que, sem eles, seria excessivamente administrativa.
Por estas razões se tem assistido, nos últimos anos, em todo o Mundo, ao aparecimento de centros de documentação e arquivos que giram, precisamente, em volta de arquivos privados e que se constituem, simultaneamente, em centros de investigação e de inovação.
Neste contexto, e no âmbito das suas acções, o GEHVID tem contemplado o levantamento e estudo dos arquivos familiares, tendo-se debruçado essencialmente sobre os arquivos da Quinta da Pacheca e da Quinta de Santa Júlia de Loureiro.
O Arquivo Familiar da Quinta da Pacheca, em particular, pela sua importância, é um dos casos nos quais vale a pena investir.

Abstract

The main archival repositories of major importance for the history of Port wine can be found, for the most part, divided among Porto (IVP), Gaia (Arquivo da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, Arquivo do Grémio dos Exportadores de Vinho do Porto, corporate archives, etc.) and the Douro region. Here, one must consider the archives of Casa do Douro and, not least important, the several private archives still existing today.

These archives gain more relevance when considering that “the History of the Douro region, its people and labour, its wine and quintas (farms), prior to the establishment of the designated “Wine-Growing Country” is, to a great extent, yet to be made.

Furthermore, researchers interested in the Douro region during the Medieval period and at the dawn of the Modern period often come across exasperating gaps in the records and documentation found, a situation which may prove extremely difficult to overcome.

On the other hand, all the documentation, whether monastic, municipal or royal, which is usually available, was every so often violently affected by the vicissitudes of History. We can recall, for example, the tragic fire of the Mosteiro de Salzedas and the destruction of its registry, or the unorganized transference of archives which began in the 19th century, not to mention the “orderliness” of many state departments…    

It is in this context that the study of private archives, kept in many houses and quintas in the region, gains major importance.

As a matter of fact, History’s interest in personal and family archives has lately been increasing. The history of individuals and their families has come to be seen as more closely connected to the corresponding social, economic and intellectual settings… and the extreme diversity of the composition of family archives often opens new and unpredictable perspectives. 

In their turn, the archives of the corporate and business sector, witnesses and holders of the most wide-ranging phenomena, provide highly significant contributions to research in social and economic history, namely within the fields of business and trade, relationships among agents, prices, types of product, etc. 

Moreover, most of the private archives comprise documentation of a public nature, a consequence of the functions assigned to the producers who wanted to keep their official documents with them. Thus, objectively speaking, it has been by way of official documents that the “official” view of what happened has come to prevail… Nevertheless, society operates more quickly than official memory. And it operates in the plain sense of diversity and plurality of memories, not restricted to a “national memory”, a single and only way of thinking. Private documents, therefore, necessarily complement public archives, given that time and again they allow for the rectification of a certain view of the past, which, without them, would be excessively administrative.

Everything considered, the World has witnessed in recent times the emergence of documentation and archive centres evolving precisely around private archives, taking at the same time the form of centres for research and innovation.

In this context and within the scope of its actions, GEHVID has been involved in the survey and study of family archives, paying particular attention to the archives of the Quinta da Pacheca and Quinta de Santa Júlia de Loureiro. The Family Archive of the Quinta da Pacheca, especially, deserves much investment and research, given its importance.

Referência(s) bibliográfica(s)

Livros

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Teses (Doutoramento e Mestrado)

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Artigos

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Outros (Posters e Apresentações, Relatórios Técnicos, ...)

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Os Pergaminhos Medievais da Quinta da Pacheca

 

 

 

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