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| Na área de granitos, a existência de mantos de alteração permite o armazenamento e a libertação progressiva de grandes quantidades de água. Nestas áreas é muito comum encontrarem-se “minas” escavadas na rocha ou construídas sob os terraços agrícolas, tanques ou “poças” onde se armazena a água das chuvas e das nascentes para a rega e, ainda, canais de rega que transportam a água por gravidade até aos campos. Ao longo dos cursos de água também se encontram pequenas “levadas”, a partir das quais a água é conduzida para canais de rega. Hoje em dia, já se observam formas modernas de elevação da água para as partes mais altas das vertentes com o recurso a bombas de água. A abundância de água permite o desenvolvimento de uma policultura intensiva de regadio, mesmo durante a estação seca. As áreas de xisto têm menores disponibilidades hídricas, em resultado de se registar menos precipitação. Aqui, encontram-se principalmente infra-estruturas de drenagem. Essas infra-estruturas são normalmente canalizações antigas construídas em xisto ou recentemente com manilhas de cimento, que apenas funcionam quando há fortes precipitações. A escassez de água no solo apenas permite a monocultura da vinha, cuja espécie arbustiva se adapta facilmente a solos esqueléticos, além de oliveiras e árvores de fruto nos limites das explorações agrícolas. O cultivo da vinha faz-se utilizando algumas técnicas tradicionais de drenagem, extremamente eficazes na manutenção da estabilidade dos terrenos. Em geral, escavam-se pequenos sulcos com uma disposição próxima da das curvas de nível, evitando que o escoamento superficial se concentre ou atinja os muros de suporte. Em simultâneo, retira-se todo o coberto herbáceo, fomentando o escoamento superficial para reduzir ao mínimo o processo de infiltração. Esta água é canalizada para sulcos, por vezes construídos em pedra, que orientam todo o escoamento superficial para uma linha de água. |
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