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Resultados |
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| Apresentação | ||||||||||||||||||||
5 – Precipitação e escoamento |
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| Comunicações | ||||||||||||||||||||
| Resultados | ||||||||||||||||||||
| 5.3 - Níveis de Escoamento nas Bacias Hidrográficas | ||||||||||||||||||||
| Bibliografia | Em relação à resposta das bacias hidrográficas aos episódios de precipitação, verificou-se que na Régua, a duração média da reacção da bacia hidrográfica ao episódio de precipitação é maior do que em Baião. Em Baião, o total de precipitação mínimo para desenvolver resposta da bacia hidrográfica é em média superior ao da Régua. Desta forma, conclui-se que a bacia hidrográfica da Meia Légua (Régua) necessita de menos tempo e menos precipitação para reagir ao episódio chuvoso. Da mesma forma, é maior o período em que se observa o escoamento resultante do episódio de precipitação. No campo experimental da Régua, o nível de escoamento da bacia hidrográfica aumenta bruscamente, mas quando termina a precipitação este atinge progressivamente o nível registado antes da precipitação. A variação do nível de escoamento da bacia está directamente relacionada com a intensidade da precipitação. O tempo de concentração da bacia é curto, variando entre 30 minutos e 3,5 horas. No campo experimental de Baião, o nível de escoamento da bacia hidrográfica partiu de um nível muito próximo de zero no início da estação húmida, mantendo-se elevado mesmo durante largos períodos secos (aproximadamente 1 mês). O tempo de concentração da bacia varia entre 30 minutos e 6 horas. |
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| Parceiros | ||||||||||||||||||||
| Ligações | ||||||||||||||||||||
| Objectivos | ||||||||||||||||||||
| Zonas Piloto | ||||||||||||||||||||
| Campos Experimentais | ||||||||||||||||||||
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| Episódio de Precipitação no dia 19 de Fevereiro de 2006 no Campo Experimental da Régua. A – Precipitação (mm) e Níveis de Escoamento (m); B – Precipitação (mm) e Escoamento nas parcelas (ml) | ||||||||||||||||||||
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| Episódio de Precipitação nos dias 26 e 27 de Dezembro de 2005 no Campo Experimental de Baião. A – Precipitação (mm) e Níveis de Escoamento (m); B – Precipitação (mm) e Escoamento nas parcelas (ml) | ||||||||||||||||||||
Na Régua, a resposta da bacia hidrográfica é mais rápida do que em Baião, directamente relacionada com a intensidade da precipitação e com o desenvolvimento do escoamento superficial e do fluxo interno rápido. Enquanto que em Baião o escoamento na bacia se mantém elevado, mesmo após a precipitação e em períodos secos prolongados. Na Régua, o escoamento na bacia desce rapidamente para níveis semelhantes aos registados antes do episódio chuvoso. Esta análise comprova o predomínio de diferentes processos de escoamento nas bacias hidrográficas de litologia distinta. Na Régua, a concentração da drenagem no conjunto da bacia hidrográfica é mais rápida, o que demonstra a existência de caminhos preferenciais e do fluxo interno rápido na condução da água, justificada ainda pela fraca capacidade de infiltração nos solos e a reduzida condutividade hidráulica. Constatou-se ainda que a precipitação total do episódio chuvoso tem uma boa correlação com a diferença de nível de escoamento da bacia hidrográfica, registada entre o início e o fim da precipitação. Isto significa que quanto maior é a precipitação total maior é o nível de escoamento da bacia hidrográfica. Em Baião, a bacia hidrográfica tem reacções diferentes consoante a sequência dos episódios chuvosos anteriores, a intensidade de precipitação e o processo hidrológico dominante. Esta ideia observa-se no gráfico que relaciona a precipitação total e a duração da resposta da bacia hidrográfica. Para os mesmos totais de precipitação podem observar-se durações do escoamento na bacia hidrográfica diversas. Isso deve à importância dos diferentes processos hidrológicos desencadeados consoante as características do episódio chuvoso. A resposta da bacia hidrográfica da Carriça está menos dependente da intensidade de precipitação, reagindo mais às precipitações persistentes. Neste contexto, a análise das sequências chuvosas é essencial para a interpretação da capacidade de retenção da água nas formações superficiais. Estas formações que apresentam textura fina (Régua) não retêm grande quantidade de água resultado da fraca capacidade de infiltração e potenciando escoamentos superficiais rápidos e abundantes. Ao contrário, em mantos de alteração granítica, de textura arenosa, o fluxo hídrico lento é importante e determina o essencial das forças tangenciais ao nível dos terraços agrícolas. Neste caso, a análise das sequências chuvosas é determinante para o entendimento das situações de instabilidade dos muros de pedra em seco. |
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