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| Comunicações | As paisagens de terraços | ||||||||||||||||||||||||||
| Resultados | |||||||||||||||||||||||||||
As paisagens de terraços e sistemas de armação do terreno no Vale do Douro |
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| Bibliografia | |||||||||||||||||||||||||||
A história permite perceber a evolução dos diferentes sistemas de armação do terreno que actualmente se observam na paisagem. Pode-se identificar dois momentos marcantes na diversidade actual da paisagem de terraços do Vale do Douro. O primeiro momento ocorreu por volta de 1860 devido à praga da filoxera. Nesta altura, a vinha era plantada em terraços sustidos por muros de pedra, mais ou menos distanciados em função do declive da encosta. Os terraços eram rasgados nas encostas, de baixo para cima e estreitos possuíam um largura pequena com uma ou duas fiadas de vinha. Os muros eram construídos com as pedras tiradas do terreno. Após a filoxera, foram feitos novos terraços, mais largos e inclinados, suportados por muros sólidos mais altos e mais rectilíneos do que os muros pré-filoxéricos. |
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| Parceiros | |||||||||||||||||||||||||||
| Ligações | |||||||||||||||||||||||||||
| Objectivos | |||||||||||||||||||||||||||
| Zonas Piloto | |||||||||||||||||||||||||||
| Campos Experimentais | |||||||||||||||||||||||||||
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Sistemas de Armação do Terreno (Adaptado de Almeida, 1990: 19) |
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Vinha plantada com terraços pré-filoxéricos |
Vinha pré-filoxera (à esquerda) e pós-filoxera (à direita) |
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Num segundo momento, a partir dos anos 60 do século XX, o aumento do custo da mão-de-obra, a par da consequente necessidade de mecanizar as propriedades, foram responsáveis por um novo marco forma de armação do terreno. De igual forma, os materiais necessários à reconstrução dos muros são cada vez mais dispendiosos e provêem de locais mais afastados. O primeiro novo sistema de armação a surgir foi o dos terraços com taludes em terra. Trata-se de patamares horizontais com taludes em terra, sem muros de pedra em seco, com alturas variáveis de acordo com a inclinação do terreno, com 1 ou 2 linhas de videiras. Os terraços acompanham as curvas de nível e a fisiografia do terreno. A ligação entre eles é feita por estradas rasgadas na diagonal, por onde circulam máquinas agrícolas. A partir dos anos 80 começa-se a fazer a plantação segundo as linhas de maior declive pelo sistema da vinha ao alto. São construídas plataformas inclinadas para o seu bordo interior para recolher as águas pluviais e encaminhá-las para fora da parcela ou para canais de drenagem. As plantações dispõem-se segundo linhas perpendiculares às curvas de nível, separadas por estradas de trabalho. |
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| Terraços com taludes de terra na margem esquerda do Rio Douro (Mesão Frio) | Vinha ao Alto em Santa Cruz do Douro (Baião). | ||||||||||||||||||||||||||
Os terraços no Vale do Douro são uma marca da paisagem, tradicionalmente caracterizada por muros de pedra em seco. A pedra utilizada na construção dos muros era a que se encontrava no próprio local aquando da construção do terraço (xisto ou granito). Estes factores determinam, as importantes alterações no arranjo e armação dos terrenos para a produção agrícola que se verifica nas zonas piloto do projecto. |
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| Muros de pedra em seco na Região Demarcada do Douro | |||||||||||||||||||||||||||
Situadas na área de transição da Região Demarcada do Douro e da região dos Vinhos Verdes as Zonas Piloto são constituídas pelas bacias hidrográficas da Meia Légua e da Carriça, respectivamente. Na zona piloto de Baião (Bacia Hidrográfica da Carriça) a percentagem de área ocupada por vinha é muito reduzida, predominando a ocupação de culturas anuais (batata, couve, milho, feijão) nos terraços com muros em granito. Observa-se um elevado número de terraços abandonados ou semi-abandonados com vegetação arbustiva e herbácea. Hoje em dia, o cultivo dos terraços constitui mais um complemento do rendimento, baseado na policultura com recurso ao regadio. Pelo contrário, na bacia hidrográfica da Meia Légua, 81% da sua área é ocupada por vinha, factor que se relaciona com a importância histórica da vinha nesta região, reforçada com a classificação da UNESCO, do Alto Douro Vinhateiro como património da Humanidade. Ao longo dos séculos criaram-se e aperfeiçoaram-se técnicas para a monocultura da vinha nas encostas secas e declivosas da região, através da construção de terraços suportados por muros de xisto. |
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