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Formas de Relevo e Clima Apresentação Histórica
Apresentação    
Metodologia
Litologia População e Actividades Económicas
Comunicações Recursos Hídricos As paisagens de terraços
Resultados
Formas de Relevo e Clima

Conclusões

Bibliografia

O Vale do Rio Douro, depois de atravessar a região da Meseta Ibérica apresenta-se extremamente encaixado ao longo de uma grande parte do percurso em Portugal. Indiferente à diversidade litológica e aproveitando a densa rede de fracturação, apresenta um direcção geral E-W, atravessando as montanhas que separam a Meseta Ibérica do litoral junto ao Atlântico. Esta situação dá ao Vale do Douro, no sector português, características climáticas e geomorfológicas muito específicas.

Os declives são extremamente fortes, muitas vezes superiores a 30º, condicionando o aproveitamento agrícola que é feito com base na construção de pequenos terraços de difícil acesso.

O forte encaixe da rede hidrográfica e os alinhamentos montanhosos a Oeste permitem a existência de um microclima onde a influência do Atlântico é atenuada. Os Invernos são menos húmidos que a ocidente e os Verões são quentes e secos. A temperatura média anual é de 17,5ºC e a precipitação total anual varia entre os 400 mm e os 1000 mm, de Este para Oeste.

As montanhas ocidentais exercem um efeito de barreira de condensação, impondo ao vale uma fraca humidade e características de um clima mediterrâneo, propícia ao desenvolvimento da produção vinícola.

O encaixe do Vale do Douro protege a produção agrícola dos ventos quentes e secos de Este durante o Verão. Além disso, a área também é afectada por episódios chuvosos esporádicos que por vezes têm uma forte intensidade. Quando associados a períodos mais prolongados de precipitação, verifica-se uma forte dinâmica de vertentes provocando importantes perdas materiais e humanas. Ao longo da história do vale do Douro, registaram-se vários Invernos extremamente húmidos, durante os quais ocorreram inúmeros movimentos de vertente.

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Fluxo de Lama em Lamego, na margem esquerda do Douro (Janeiro 2001)

   
     
Não se pode, ainda, afirmar que haja uma relação de causa/efeito entre o tipo de arranjo das vertentes e a frequência de ocorrência de fenómenos de instabilidade. Porém, os movimentos de maior dimensão parecem estar directamente relacionados com os novos métodos de cultivo ou com a dificuldade de manutenção das estruturas tradicionais de drenagem das vertentes.