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Conclusões
Apresentação

Em relação às duas unidades territoriais em análise é nítida a diferenciação, destacando-se o espaço integrado na Região Demarcada do Douro, mais dinâmico. O seu sector agrícola, apesar de incisivo, envolve-se porém em múltiplas problemáticas que se avolumam em Baião onde persiste uma policultura tradicional. Neste contexto, é evidente a vulnerabilidade destas paisagens de terraços mas evidenciando diversos níveis:

1- Espaços menos vulneráveis (nível 1): freguesias vitivinícolas do Peso da Régua, de forte aposta empresarial, prolongando-se para o núcleo histórico de Santa Marta de Penaguião onde persistem vinhedos antigos conjugados com os reestruturados;

2- Envolve o núcleo anterior, ascendendo em altitude e prolongando-se para Oeste; inclui ainda as freguesias de Baião onde surgiram apostas empresariais vitícolas recentes;

3- Freguesias de forte expansão urbana ou com uma geomorfologia particularmente adversa no espaço duriense a que se anexam algumas freguesias ribeirinhas de Baião;

4- O espaço mais preocupante (níveis 4 e 5): abrange sobretudo o concelho de Baião (cerca de 3/4), com particular incidência nas freguesias implantadas a maiores altitudes onde os abandonos ultrapassam já os 50% de SAU.

Metodologia
Comunicações
Resultados

Conclusões

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Objectivos
Áreas Piloto
Campos Experimentais
 
     
       
Vulnerabilidade das explorações agrícolas da área de estudo  
     

Actualmente, a paisagem de terraços do Vale do Douro enfrenta quatro grandes desafios, que devem ser equacionados simultaneamente, para se atingir o desenvolvimento sustentável da região:

  1. A necessidade de preservação da paisagem de terraços com muros de pedra em seco;
  2. A necessidade de prevenção dos Riscos Naturais, principalmente a movimentos de vertente;
  3. A manutenção da viabilidade económica da actividade vitivinícola e consequente diminuição dos custos de produção;
  4. O envelhecimento da população e consequente diminuição do número de activos;
  5. O recurso ao turismo cultural sustentável como actividade económica complementar

Na Régua encontramos uma estrutura produtiva mais dinâmica, relacionada com a produção do vinho do Porto e do Douro, enquanto que em Baião, assiste-se a um progressivo abandono agrícola.

       

Nas duas áreas, a manutenção dos espaços de terraços vai depender sempre da sua rentabilidade económica, quer esteja ligada à actividade agrícola e/ou turística, embora os espaços de terraços devam ser valorizados sob o ponto de vista cultural e histórico, possuindo condições para a criação de postos de trabalho nas áreas do turismo, e formação profissional na reconstrução de muros e manutenção das técnicas de drenagem das vertentes.

Em termos de valor patrimonial, os investimentos na reconstrução e manutenção dos terraços devem ser realizados de forma sustentada, em áreas amostra, onde se deve apostar na sua conservação total com técnicas tradicionais com vista à sua inclusão em rotas turísticas sobre a pedra em seco no Vale do Douro. A reconstrução dos muros deve ser avaliada em função da sua susceptibilidade a movimentos de vertente e, em alguns casos de maior frequência de instabilidade, a reconstrução deverá ser abandonada em nome da rentabilidade económica.

Neste contexto, torna-se importante a cartografia dos riscos a movimentos de vertente e a compreensão do funcionamento hídrico das vertentes organizadas em terraços para desenvolver práticas que facilitem o escoamento.

O trabalho de manutenção e recuperação dos terraços agrícolas com estruturas de suporte de pedra em seco deverá ser feito considerando:

  1. A identificação das áreas de maior instabilidade, com o objectivo de concentrar os esforços nas áreas de maior susceptibilidade geomorfológica. Neste sentido, adquire importância a definição de critérios geomorfológicos capazes de orientar a cartografia dos riscos naturais nas áreas de terraços agrícolas. A cartografia agora apresentada pretende assimilar vários dos critérios definidos a partir da monitorização do escoamento nos terraços agrícolas.
  2. Definir critérios e técnicas de intervenção nas áreas de maior instabilidade, tal como a conservação e o reforço das drenagens tradicionais ou propor estruturas melhor ajustadas às novas formas de armação do terreno.
  3. Monitorizar e modelar, em laboratório, ou sobre o terreno, o comportamento das estruturas de pedra em seco perante entradas no sistema de diversas quantidades e tipos de contributos hídricos pré-definidos.
  4. Adaptar as antigas técnicas de drenagem ou definir técnicas alternativas para as novas formas de armação de terreno. Desenvolver métodos de monitorização do escoamento superficial e interno para os terraços com taludes de terra.
  5. Definir técnicas eficazes de drenagem nos terraços agrícolas com taludes para prevenir a instabilidade de vertentes.
 
Pormenor de muro de pedra em seco
 
Quinta das Hidrângeas na zona piloto de Peso da Régua
 
Paisagens de Terraços na Galafura
 
       
  Vale do Douro com vista para o Pinhão Quinta das Hidrângeas na zona piloto de Peso da Régua
   
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