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| Apresentação | Formas de Relevo e Clima | Apresentação Histórica | ||||||||||||||||
| Litologia | População e Actividades Económicas | |||||||||||||||||
| Comunicações | Recursos Hídricos | As paisagens de terraços | ||||||||||||||||
| Resultados | ||||||||||||||||||
| Apresentação Histórica | ||||||||||||||||||
| Bibliografia | ||||||||||||||||||
O território do Norte de Portugal apresenta paisagens marcadas por factores naturais e pelo seu percurso de consolidação histórico-cultural, económico, social e ambiental. Distinguem-se áreas de forte concentração de população e actividades a Oeste, em oposição aos espaços cada vez mais rarefeitos em direcção ao interior, pontuados por cidades, de pequena e média dimensão, mobilizadoras da vida local. Nestes últimos, a prática agrícola permanece em destaque no contexto das actividades económicas, mas não sem revelar alterações, por vezes problemáticas, resultantes do abandono ou, simplesmente, da mudança das técnicas utilizadas no arranjo dos espaços de cultivo. Esta é uma questão particularmente relevante quando daí advêm consequências quer no plano social e económico das regiões, quer do equilíbrio físico das paisagens em causa. Esta paisagem sofreu diversas mutações, sobretudo a partir da Idade Média quando se multiplicaram os arroteamentos, substituindo a densa cobertura arbórea por espaços agricultados onde se implantava uma policultura de baixa produtividade. Por outro lado, para ultrapassar os elevados declives, sucediam-se os terraços - técnica privilegiada para a sustentação dos solos agrícolas num espaço onde a sobrevivência dos agregados familiares decorria do rendimento do minúsculo património fundiário que possuíam associado às jornas efectuadas nas quintas. Trata-se de um património que se subdividiu geracionalmente, multiplicando as explorações agrícolas de área insignificante, sempre associadas a uma paisagem em terraços, com muros construídos em granito aparelhado, cuja manutenção exigia o trabalho de toda a família. O aumento da produtividade para assegurar os aumentos demográficos verificados até meados do século XX, era conseguido, nas proximidades de linhas de água, através da construção de “poças” e canais de irrigação adstritos. |
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| Parceiros | ||||||||||||||||||
| Ligações | ||||||||||||||||||
| Objectivos | ||||||||||||||||||
| Zonas Piloto | ||||||||||||||||||
| Campos Experimentais | ||||||||||||||||||
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| Vale do Douro com vista para o Pinhão | ||||||||||||||||||
A partir da segunda metade da década de setenta do século XX registou-se uma expansão e diversificação económica regional associada à melhoria das acessibilidades. Pelo contrário, os fluxos migratórios deram origem a abandonos dos espaços agrícolas, sobretudo dos que se encontravam mais afastados da sede da exploração agrícola. Assim se reduziu a manutenção dos terraços tradicionais, enquanto a vegetação infestante proliferava diminuindo a coalescência dos muros, o que facilita o seu desmoronamento. A Região Demarcada do Douro (RDD) delimitada em 1756, sobreviveu a diversas vicissitudes de âmbito social, cultural e económico. O sector vitivinícola mercantilista, com forte incidência empresarial e vertente exportadora indelével, motivaram a transformação radical de um espaço com carências hídricas e condições de acessibilidade muito precárias. Assim, surgiu uma paisagem em terraços de xisto, onde a acção antrópica criou o solo, aproveitou os blocos provenientes da desagregação do xisto para a construção dos muros de suporte e construiu canais de escoamento das águas pluviais. Estas características técnicas evoluíram ao longo dos tempos, sobretudo na sequência de crises profundas, como a filoxera, mas também em quadros expansionistas como sucedeu desde a década de 70 do século passado. O cenário era apelativo, dando lugar ao aumento da vinha - nos núcleos de maior historial esta já ocupa mais de 70% da área total e, nas freguesias menos atractivas, ultrapassa os 30%. Em síntese, a multiplicação dos terraços no Vale do Douro ter-se-á processado em paisagens distintas com dinâmicas diferenciadas – no Noroeste, as apostas empresariais são exíguas, generalizando-se o abandono das explorações agrícolas e a degradação da paisagem e, no Alto Douro vinhateiro, dada a rentabilidade vínica e a forte aposta empresarial, prossegue uma paisagem de terraços em mutação mas com especificidades que proporcionaram a classificação de uma parte como Património da Humanidade. |
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