Conhecendo já
alguns sinais de mudança climática nesta área geográfica
(Capítulo G), traduzidos sobretudo, num aumento da temperatura
e/ou no desaparecimento das estações de transição
e alteração no ritmo climático inter-estacional
e, sabendo os benefícios, para a definição
de estratégias de desenvolvimento sustentável de espaços
urbanos, que um reforço das ligações entre a Climatologia
e as Ciências da Saúde pode carrear, pelo menos, para
motivar os decisores e os fazedores de cidades a adoptar o Princípio
da Precaução, nos casos de dúvida ou desconhecimento,
pensamos ter, com este projecto, iniciado uma via de investigação
interdisciplinar, cujos resultados nos permitem assegurar que não
termina com o fim deste projecto.
Ao
procurarmos demonstrar alguns exemplos da adopção
de atitudes demasiado optimistas e imodestas, quanto ao nosso papel no
Ecossistema, plasmadas, por exemplo, no estado caótico e necrosado
de algumas áreas da cidade do Porto, tentando esclarecer a magnitude
e intensidade dos riscos resultantes do progressivo distanciamento
efectivo do Homem relativamente ao seu suporte ambiental, implícitos
no actual modus vivendi urbano, contribuiremos para reforçar
a credibilidade dos argumentos em torno da importância de promover
uma política de Desenvolvimento Sustentável dos Espaços
Urbanizados.
Urge,
portanto, encontrar um "modo de organização territorial
de sucesso" onde se possam concentrar as actividades produtivas, os laboratórios,
os centros de pesquisa, que facilite a difusão das inovações
e intensifique as sinergias necessárias aos novos modelos económicos,
veio reavivar a atractividade potencial do tecido urbano.
Como
facilmente se compreende, para se adequar a este novo papel,
o meio urbano tem de oferecer, para além da facilidade de comunicação
e de um excelente quadro de acessibilidades, um enquadramento físico
atractivo para uma população muito mais exigente em
termos de qualidade de vida.
A
necessidade de sedução, através da
qualidade do meio ambiente, passou a ser, para as novas aglomerações
urbanas, tão importante como as suas capacidades de oferta
em redes de comunicação, diversidade funcional, etc.
Os
novos espaços de crescimento desenvolver-se-ão consoante
a sua capacidade de integrar, harmoniosamente, um aparelho sócio-produtivo
muito mais exigente nos padrões de bem-estar e qualidade de vida.
O
reconhecimento desta grande dependência entre os novos padrões
de desenvolvimento económico e a qualidade das diversas
componentes ambientais, faz com que, até do ponto de vista
económico, se torne urgente reverter, absolutamente, os inúmeros
impactes ambientais adversos detectados na região do Porto.
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