Indice
[ anterior ][ índice ][ próxima ]

 

Q. FACTOS & INCERTEZAS

Q.1. Existe um Perfil Climatológico e de Qualidade do Ar desencadeante das crises asmáticas?

 

Por tudo o que se disse, não fica claro que exista um Perfil climatológico e de qualidade do ar indutor de agravamento da asma em crianças dos 0 aos 13 anos. Também não seria de esperar que ele fosse óbvio, ou que sequer exista, uma vez que a gravidade da crise asmática - um síndrome e não uma doença – depende, nas crianças, do stress, da atenção, do afecto, do número de horas que permanecem dentro de recintos fechados e, por vezes, do dia da semana ou até da hora do dia.

Contudo, parece recorrente que a coincidência na urgência do HSJ, de várias crianças com "crises asmáticas" sucederam em períodos bem delimitados no ano, consoante o grupo etário (Fig. 219), e, após uma sequência de dias com estabilidade atmosférica, sem precipitação, com uma velocidade do vento considerável e sobretudo com uma grande variabilidade térmica. Variabilidade que se prolongou durante as 72h que precederam a "crise".

ver figura
Fig. 219 –Épocas do ano com maior incidência de "crises asmáticas", em cada grupo etário.

 

Ao longo do ano existe uma elevada frequência de ocorrência de casos de "crise asmática" nos meses de Outono e Inverno (Fig. 219)91. Este ritmo é particularmente expressivo nas crianças entre os 0 e os 4 anos, precisamente aquelas que permanecem mais tempo dentro de casa, sobretudo nesta época do ano (Fig. 220).

Todavia, segundo os pediatras e imunoalergologistas, este não será o grupo etário onde os sintomas típicos de uma "crise asmática", podem ser claramente diagnosticados. A árvore respiratória está, nestas idades ainda, em formação e é incorrecto, ou muito difícil, diagnosticar os sintomas como "asma" ou "crise asmática".


91.Recorde-se que no Outono/Inverno a asma é desencadeada frequentemente pelo contacto com ácaros domésticos em dias com uma humidade relativa elevada e temperatura baixa. Na Primavera e no Verão, as crises asmáticas estão frequentemente associadas ao contacto com pólens.[ continuar ]

[ anterior ][ índice ][ próxima ]


[ Homepage ] [ topo ]

Comentários: clias.clc@mail.telepac.pt
Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
t1 3