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P. AS OCORRÊNCIAS CRÍTICAS DE CRISES ASMÁTICAS E O COMPORTAMENTO DOS ELEMENTOS CLIMATOLÓGICOS E A CONCENTRAÇÃO DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO NAS 24h, 48h e 72h ANTERIORES.

 

Sabendo que as crises asmáticas traduzem um agravamento de uma patologia de origem multifactorial que se manifesta por falta de ar, opressão no peito e tosse seca e que a obstrução geral das vias respiratórias pode ser desencadeada quer pela alteração emocional, quer por alterações súbitas na temperatura ou humidade, pela poluição atmosférica ou ainda pelo contacto/inalação com produtos geradores de reacções no sistema imuno-alergológico, é provável que a reacção biológica não seja imediata. Haverá certamente uma acumulação de factores desencadeantes durante algumas horas ou dias que acumularão estímulos aos quais o sistema imuno-alergológico responde com uma "crise asmática".

Assim, pareceu-nos pertinente procurar entender o contexto climatológico e a qualidade do ar vividos no dia anterior, nas 48h e nas 72h que precederam os momentos críticos de agravamento das crises asmáticas (Anexo XII a XVII e XXI a XXIII).

P.1. Perfil Climatológico e de Qualidade do ar no dia anterior, nas 48h e 72h anteriores à ocorrência das crises asmáticas, em crianças dos 0 aos 13 anos de idade

A ocorrência de dias e de sequências de dias com um elevado número de registos de crises asmáticas na urgência do HSJ distribuiram-se por Janeiro, Fevereiro, Março e Dezembro (Anexo XII).

Se compararmos os valores registados nas 24h, 48h e 72h anteriores com o contexto climatológico e de qualidade do ar habitual, na AMP, em cada um desses momentos do ano (Quadro XXXIX e Anexo XII).

Para além de apreciar o valor registado nos dias anteriores ao agravamento desta patologia para um número significativo de crianças, com a média do período em que se inscreve, efectuaremos também a comparação com os percentis 10, 90 e 9590.

Assim, parece que o período que precedeu o agravamento dos sintomas foi caracterizado por (Quadro XXXIX e Anexo XII):

i) pressão atmosférica acima do percentil 95 (> 764mmHg);
ii) temperatura mínima, em Janeiro 89, abaixo do "normal";
iii) temperatura mínima, em Fevereiro, Março e Outubro, acima do "normal";
iv) temperatura mínima, em Setembro e Dezembro, abaixo do "normal";
v) grande frequência de dias sem precipitação;
vi) nebulosidade média superior a 7/10;
vii) velocidade do vento acima da média;
viii) vento do quadrante E (ESE, ENE, NNE), tal como é típico no Inverno;
ix) situações de estabilidade atmosférica;
x) algumas concentrações elevadas de SO2, fumos negros, CO e NO.


90.Recorde-se que os percentis 10, 90 e 95 considerados foram calculados para toda a série de registos de crises asmáticas na urgência do HSJ entre 1989 e 1996. [ continuar ]

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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 21-09-2000
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