Indice
[ anterior ][ índice ][ próxima ]

 

Precipitação

Nesta série de "dias críticos" identificados para os casos de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos provenientes de Campanhã, Paranhos, Ermesinde e Rio Tinto (Anexo XXII), os valores de pluviosidade foram abaixo do "normal".

O valor mais elevado foi de 19,1mm, registado no dia 10 de Fevereiro de 1995 (Anexo XXII). Uma vez que entre 1900 e 1989 o valor mínimo registado para os meses de Fevereiro foi de 4mm e o máximo foi de 475mm (Anexo X), vemos que no período em questão os valores de pluviosidade estão dentro do intervalo "normal". Contudo, na maior parte dos "dias críticos" dos diferentes meses não ocorreu precipitação (Anexo XXII).

 

Nebulosidade e Pressão Atmosférica

Para este período (1992/97) não temos dados relativos à nebulosidade e à pressão atmosférica, pelo que esta análise não pode ficar completa do ponto de vista climatológico.

Situações Sinópticas

No que respeita às situações sinópticas, temos uma predominância, nos dias para os quais temos dados relativos a estas variáveis87, de situações de superfície de Anticiclone Atlântico Misto e de situações em altitude de Crista Anticiclónica (Anexo XXII).

Sabendo-se que no período 1987-91 as situações sinópticas de superfície predominantes foram os centros depressionários estacionários e os anticiclones atlânticos subtropicais e que as situações sinópticas em altitude predominantes foram os ramos do fluxo zonal (Capítulo G3.2), parece poder deduzir-se que as situações sinópticas quer à superfície quer em altitude não coincidem com as situações predominantes no período 1987-91.

 

Como principais conclusões relativamente ao perfil climatológico nos períodos em que ocorreram as "sequências críticas" identificadas para o total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos provenientes de Campanhã, Paranhos, Ermesinde e Rio Tinto destacamos:

  • Temperaturas Médias Máximas e Mínimas nos "dias críticos" definidos para os casos de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos provenientes de Campanhã, Paranhos, Ermesinde e Rio Tinto, idênticas às "normais";
  • A velocidade e o quadrante do vento predominante são diferentes do que é considerado "normal" para a Área Metropolitana do Porto;
  • As situações sinópticas predominantes à superfície foi o Anticiclone Atlântico Misto e em altitude a Crista Anticiclónica.

Quanto à qualidade do ar, mais uma vez a análise é dificultada pelas grandes lacunas presentes nos registos e pela inexistência de dados relativos a alguns poluentes.

Em todo o caso, a análise dos registos existentes revelam o seguinte:

  • o valor de SO2 mais elevado que se registou nos dias em questão (49,9 m g/m3), foi inferior ao valor-guia estabelecido pela O.M.S (125 m g/m3);
  • o valor-guia para a média de 8h de CO (10.000 m g/m3), foi ultrapassado na FEUP (15572 m g/m3, registada no dia 13 de Novembro de 1994);
  • os valores da média diária de CO mais frequentes (2748 m g/m3, na Faculdade de Engenharia, 6641 m g/m3, na Rua Formosa e 1903 m g/m3, na Rua do Campo Alegre), são também muito elevados;
  • os valores de concentração de NO2, são sempre inferiores ao valor-guia estabelecido pela O.M.S. (150 m g/m3);
  • a concentração de NO chegou a ser de 752 m g/m3.


87.Nos dados relativos às situações sinópticas, quer à superfície quer em altitude, também existem muitas lacunas. [ continuar ]

[ anterior ][ índice ][ próxima ]


[ Homepage ] [ topo ]

Comentários: clias.clc@mail.telepac.pt
Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 21-09-2000