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Uma vez mais optámos por um exercício de combinação das sequências obtidas, de forma a obtermos uma amostra mais reduzida e sem as desnecessárias repetições (Quadro XXXVII).

As "sequências críticas" em que o total de crises asmáticas é suficientemente elevado para derivar de simples coincidências na urgência do mesmo hospital distribuíram-se pelos meses Fevereiro, Maio, Junho, Setembro e Outubro (Quadro XXXVII).

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Quadro XXXVII - "Sequências Críticas" de crises de asma (5-10 anos) provenientes de Campanhã, Paranhos, Ermesinde e Rio Tinto entre 1992 e 1997

Dentre este conjunto, evidencia-se uma sequência:

I – 27 de Setembro a 1 de Outubro de 1994, com um total de 6 crises asmáticas

 

A utilização exclusiva das "sequências de dias críticos" revelaria os pequenos períodos de tempo com fortes ocorrências de crises asmáticas, por vezes não visíveis à escala do "mês crítico" (ex. Junho de 1992), mas esconderia longas sequências de dias com asma marcadas não por picos de ocorrências mas pela sua continuidade (ex. Maio de 1993.

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Quadro XXXVIII - Comparação dos resultados obtidos nos "mese críticos" e nas "sequências críticas" de crises de asma (5-10 anos) provenientes de Campanhã, Paranhos, Ermesinde e Rio Tinto entre 1992 e 1997

Como principais conclusões relativas à análise dos internamentos de crianças dos 5 aos 10 anos com crises asmáticas na urgência do HSJ do Porto, destacamos:

  • a variação do número de crises asmáticas registadas;
  • a maior incidência de crises asmáticas em crianças do sexo masculino;
  • o agravamento da patologia em situações de Outono;
  • a importância do número de crises asmáticas em Outubro de 1992, Maio e Outubro de 1993 e Setembro de 1994;
  • a necessidade de considerar conjuntamente os "meses críticos" e as "sequências críticas" no prosseguimento do estudo, dada a grande dispersão da série, e justificada pela importância do número de casos de crises asmáticas registadas na "sequência crítica" de Setembro de 1994 (6 casos) e no "mês crítico" Outubro de 1992 (9 casos).

 

Síntese

Se compararmos os internamentos de crianças dos 0 aos 13, dos 0 aos 4 e dos 5 aos 10 anos provenientes de Campanhã, Parnaso, Rio Tinto e Ermesinde com crises asmáticas na urgência do HSJ verificamos que:

  • em 1993 houve um número excepcional de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 e dos 5 aos 10 anos;
  • em 1994 houve um número excepcional de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 e dos 0 aos 4 anos;
  • o comportamento intra-anual das crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos provenientes de Campanhã, Paranhos, Rio Tinto e Ermesinde evidencia uma distribuição da série de ocorrências em forma de "U";
  • o comportamento intra-anual dos internamentos de crianças dos 0 aos 13 e dos 5 aos 10 anos provenientes de Campanhã, Paranhos, Rio Tinto e Ermesinde com crises asmáticas é bastante diferenciado do caso anterior, pois nestes casos é bastante irregular;
  • o agravamento da patologia em crianças dos 0 aos 13 dá-se fundamentalmente nos meses de Outono e Inverno;
  • o agravamento da patologia em crianças dos 0 aos 4 dá-se fundamentalmente nos meses de Primavera e Inverno;
  • o agravamento da patologia em crianças dos 5 aos 10 dá-se fundamentalmente nos meses de Outono;
  • os meses definidos como críticos para a série de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 são quase sempre coincidentes com os definidos para a série dos 0 aos 4 anos;
  • os "meses críticos" definidos para a série de internamentos em crianças dos 5 aos 10 com crises asmáticas são consideravelmente diferentes dos definidos para as séries anteriores;
  • foram definidas para as três séries "sequências críticas" em meses de Inverno e Primavera;
  • nas séries de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 e dos 5 aos 10 anos foram definidas "sequências críticas" em meses de Outono;
  • na série de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos foram definidas "sequências críticas" em meses de Verão

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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
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