Como
principais conclusões relativamente ao perfil climatológico
nos períodos em que ocorreram as "sequências críticas"
identificadas para o total de crises asmáticas em crianças
dos 0 aos 4 anos provenientes da AMP destacamos:
- as Temperaturas
Médias Máximas e Mínimas, ddos "dias críticos"
definidos para os casos de crises asmáticas em crianças
dos 0 aos 4 anos provenientes da AMP há algumas diferenças
em relação ao que é considerado "normal"
para os períodos em que ocorreram porque, uma parte significativa
destes foram mais frios do que o "normal";
- em relação
quer à velocidade quer ao quadrante do vento, os "dias críticos"
identificados para o total de crises asmáticas em crianças
dos 0 aos 4 anos provenientes da AMP, apresentaram algumas diferenças
relativamente ao que é considerado "normal";
- o período
em questão foi mais seco do que o "normal";
- no que respeita
às situações sinópticas, temos uma predominância,
nos dias para os quais temos dados relativos a estas variáveis,
de situações de superfície de Pântanos e
de situações em altitude de Ramo do Fluxo Zonal – o que
se enquadra no "normal".
Quanto
à qualidade do ar, e apesar da análise estar dificultada
pelo grande número de lacunas presentes nos registos e pela inexistência
de dados relativos a alguns poluentes, os dados disponíveis revelam
que:
- o valor de SO2
mais elevado que se registou nos dias em questão (45 m g/m3)
foi, mais uma vez, inferior ao valor-guia estabelecido pela O.M.S (125
m g/m3), o que, como já referimos anteriormente,
nos parece algo estranho, tendo em conta os valores registados entre
1989 e 1992;
- sabendo que o
valor-guia para a média de 8h de CO é de 10.000 m
g/m3, a média diária de 20266 m g/m3,
registada no dia 15 de Janeiro de 1994, na Faculdade de Engenharia,
representa uma concentração muito mais elevada
do que é aceitável; além disso, os valores da média
diária mais frequentes (4008 m g/m3, na Faculdade
de Engenharia e 3550 m g/m3, na Rua Formosa), não
são tão elevados como os registados nas "sequências
críticas" definidas para o grupo dos 0 aos 13 anos, provenientes
da Área Metropolitana do Porto;
- os valores de
concentração de NO2, são, à
excepção do registado no dia 5 de Dezembro de 1995, sempre
inferiores ao valor-guia estabelecido pela O.M.S. (150 m
g/m3); no entanto, a concentração de NO chegou
a ser de 683 m g/m3, no dia 27 de Dezembro de 1993.
M3.
Perfil Climatológico e de Qualidade do Ar nos períodos em
que ocorreram as "sequências críticas" identificadas
para o total de crises asmáticas em crianças dos 5 aos 10
anos (Anexo VII)
Temperatura
Nos
dias 26 e 27 de Abril de 1989, registaram-se Temperaturas Médias
Máximas e Temperaturas Médias Mínimas inferiores
às consideradas "normais" para este mês.
As
Temperaturas Médias Máximas (Anexo VII ), registadas foram
de 15,5ºC (no dia 26), e 12,7ºC (no dia 27), enquanto que o "normal"
seria rondarem os 17,9ºC (Quadro II - Capítulo H1).
As
Temperaturas Médias Mínimas foram de 5,6ºC (no dia 26),
e 6,1ºC (no dia 27), enquanto que o "normal" seria rondarem
os 8,4ºC (Quadro II - Capítulo H1).
No
dia 10 de Julho de 1989 verificou-se a situação inversa.
A
Temperatura Média Máxima foi de 34,3ºC (Anexo VII), e o
"normal" seria rondar os 24,8ºC (Quadro II - Capítulo
H1).
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