Quanto
à qualidade do ar, a análise elaborada englobou já
alguns dos poluentes monitorizados na Faculdade de Engenharia (SO2,
CO, NO e NO2), para além da acidez e dos fumos negros,
registados nos diferentes postos anteriormente referidos.
No
caso da acidez forte, registou-se em todos os postos de medição
uma forte variabilidade dos valores de SO2, tendo-se
registado valores entre os 4 m g/m3 (no posto da Escola
da Torrinha) e os 237 m g/m3 (na Casa de Saúde
da Boavista). Este valor, registado a 1 de Março de 1990, é
quase o dobro do valor recomendado pela O. M. S. e, apesar de ser um caso
único, outros há em que o valor-guia é também
ultrapassado. Além disso, há também um número
elevado de dias em que o valor-guia não é ultrapassado,
mas em que os valores registados são muito próximos daquele.
Os
valores de fumos negros registados nestes dias também apresentam
grandes variações, com valores entre 1 m g/m3
(na Escola Secundária de Leça da Palmeira, na Escola da
Torrinha e na Escola Gomes Teixeira) e 160,4 m g/m3 (na
Rua Mártires da Liberdade). Valores que superem, como este, o valor-guia
indicado pela O. M. S. só se registaram na Rua Mártires
da Liberdade e apenas em 32% dos casos. Na grande maioria dos casos restantes
as concentrações de fumos negros registadas podem ser consideradas
reduzidas, uma vez que a média mais elevada dos valores registados
em cada posto (à excepção do anteriormente referido)
foi de 43,7 m g/m3.
Finalmente,
no que respeita à concentração de poluentes medida
na Faculdade de Engenharia, só os valores de SO2 são
inferiores ao valor-guia estabelecido pela O. M. S.. Todos os outros poluentes
aí medidos, nos dias em análise, registaram valores superiores
ao aceitável, sendo o valor de CO o mais preocupante, uma
vez que, sabendo-se que a média de 8h é de 10.000 m
g/m3, uma média diária de 20266 m g/m3,
registada no dia 15 de Janeiro de 1994, representa um risco elevadíssimo
de agravamento de patologias do foro respiratório. Além
disso, o valor da média diária de CO mais frequente (11221
m g/m3) é também muito elevado.
Os
valores registados para os outros poluentes não são tão
elevados, mas, de qualquer forma, também ultrapassam o aceitável.
M2.1.
Perfil Climatológico e de Qualidade do Ar nos períodos em
que ocorreram as "sequências críticas" identificadas
para os crises asmáticas em crianças dos 0 aos 4 anos, provenientes
da Área Metropolitana do Porto (Anexo VI)
Temperatura
Nos
"dias críticos" de Janeiro de 1992, as Temperaturas Médias
Máximas foram ligeiramente mais baixas do que o "normal".
As Temperaturas Médias Máximas dos Janeiros de 1931-96 rondaram
os 13,4ºC (Quadro II - Capítulo H1), e nestes dias variaram entre
11,4ºC (no dia 2), e 13,1ºC (no dia 1) Anexo VI.
As
Temperaturas Médias Mínimas foram também mais baixas
do que o "normal". As Temperaturas Médias Mínimas
dos meses de Janeiro de 1931-96 rondaram os 5ºC (Quadro II - Capítulo
H1), e nestes dias variaram entre 0,9ºC (no dia 1), e 3,8ºC (no dia 3).
No
dia 23 de Março de 1993, a Temperatura Média Máxima
foi próxima do "normal". Registaram-se 15ºC (Anexo VI),
enquanto que nos meses de Março de 1931-96 rondaram os 16,2ºC (Quadro
II - Capítulo H1).
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