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M. PERFIL CLIMATOLÓGICO E DE QUALIDADE DO ARNOS MOMENTOS EM QUE OCORRERAM AS "SEQUÊNCIAS CRÍTICAS" Depois de identificados os “meses críticos” e as “sequências de dias críticos” com crises asmáticas para cada grupo etário, quer para o total de casos registados, quer para os casos provenientes da Área Metropolitana do Porto, verificámos que, pelo menos em alguns grupos de crianças, existe uma estacionalidade no período de agravamento desta patologia. Por isso, procuraremos, agora, definir o provável perfil climatológico e de qualidade do ar dos dias em que coincidiram na Urgência do Hospital de São João (HSJ), várias crianças com crises asmáticas. Para tal, coligimos os dados climatológicos e de qualidade do ar registados na Estação do Porto-Serra do Pilar e nos postos da Rede de Monitorização da Qualidade do Ar da Área Metropolitana do Porto, para cada um dos períodos anteriormente considerados, por nós, como “críticos” (Anexos III a VIII). Da análise dessa informação tentaremos perceber as relações de causalidade, eventualmente existentes, entre o contexto climatológico e a degradação da qualidade do ar e o agravamento desta patologia. M.1. Perfil Climatológico e de Qualidade do Ar nos períodos em que ocorreram as “sequências críticas” identificadas para o total de crises asmáticas em crianças dos 0 aos 13 anos (Anexo III) Temperatura As Temperaturas Médias Máximas e Temperaturas Médias Mínimas registadas nos períodos críticos, anteriormente seleccionados (Anexo III), nem sempre coincidem com o comportamento que estas variáveis evidenciaram no período 1931-96 (Quadro II - Capítulo H1). Nas “sequências críticas” definidas em Janeiro de 1989 (Anexo III), as Temperaturas Médias Máximas variaram entre 10,6ºC (no dia 28), e 17,4ºC (no dia 13), e as Temperaturas Médias Mínimas variaram entre 2,2ºC (no dia 24), e 7ºC (no dia 11), enquanto que as normais climatológicas de 1931-60, 1951-80, 1961-90 e 1967-96 (Quadro II - Capítulo H1), mostram que em Janeiro as Temperaturas Médias Máximas rondaram os 13,4ºC e as Temperaturas Médias Mínimas rondaram os 5ºC. Em Fevereiro de 1989, as Temperaturas Médias Máximas registadas nos “dias críticos”61 (Anexo III), variaram entre 15,5ºC (no dia 2), e 15,8ºC (no dia 3), e as Temperaturas Médias Mínimas variaram entre 5,4ºC (no dia 4), e 8,5ºC (no dia 2), o que não difere muito do que é “normal”62 para este mês. No período 1931-96, as Temperaturas Médias Máximas de Fevereiro rondaram os 14,2ºC e as Temperaturas Médias Mínimas os 5,6ºC (Quadro II - Capítulo H1). Nas “sequências de dias críticos” de Outubro de 1989, voltaram a registar-se Temperaturas Médias Máximas e Temperaturas Médias Mínimas (Anexo III), mais elevadas que o “normal”. Nos dias assinalados, as Temperaturas Médias Máximas variaram entre 24,3ºC (no dia 25), e 25,8ºC (no dia 2), enquanto que as Normais climatológicas registadas para os meses de Outubro do período 1931-96 rondaram os 20,8ºC. As Temperaturas Médias Mínimas dos “dias críticos” variaram entre 13,4ºC (no dia 25), e 16,4ºC (nos dias 24 e 26), enquanto que as Normais climatológicas rondaram os 11,2ºC (Quadro II - Capítulo H1). 61. " Dias críticos” são aqueles que constituem as diferentes “sequências críticas” (Capítulo L3). [ continuar ] 62. Vamos designar “normal” tudo o que se enquadrar nas características definidas para o clima e a qualidade do ar na Área Metropolitana do Porto. Por oposição, tudo o que for contrário a essas caracteríticas será designado “anormal”. [ continuar ] |
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 16-12-2000 |