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A metodologia utilizada para a selecção das "sequências críticas" encontra-se condensada no QuadroXXVII, que resume o número de ocorrências de sequências de 2,3,4,5,6,7,8,9 ou 10 dias com mais de 0, 1,2,3,..., 12 crises asmáticas. Interessava-nos isolar nesta tabela os casos excepcionais, pelo que determinamos apenas os 10% do total de dias em que ocorrem crises asmáticas (345). No Quadro XXVII encontram-se salientados a vermelho os casos que, pelo processo enunciado, julgámos excepcionais para as sequências de 2,3,4,5,6,7,8,9 e 10 dias.

Uma vez mais optámos por um exercício de "intersecção" das sequências obtidas, de forma a obtermos uma amostra mais reduzida e sem as desnecessárias repetições (Quadro XXVIII).

As "sequências críticas" seleccionadas representam cerca de 1% do total de dias de 1992 a 1996 e cerca de 10% do total de crises asmáticas de 1992 a 1996.

As "sequências críticas" em que o total de crises asmáticas é suficientemente elevado para derivar de simples coincidências na urgência do mesmo hospital distribuiram-se pelos meses de Setembro e Outubro (Quadro XXVIII).

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Quadro XXVII - "Dias Críticos" e "Sequências Críticas" de crises de asma (0-13 anos) com duração de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, e 10 dias

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Quadro XXVIII - "Sequências Críticas" de crises de asma (5-10 anos) provenientes da Área Metropolitana do Porto

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Quadro XXIX - Comparação dos resultados obtidos nos "mese críticos" e nas "sequências críticas" de crises de asma (5-10 anos) provenientes da Área Metropolitana do Porto

Dentre este conjunto, evidencia-se uma única sequência: entre 23 ae29 de Setembro de 1993, com um total de 10 crises asmáticas.

A utilização exclusiva das "sequências de dias críticos" revelaria os pequenos períodos de tempo com fortes ocorrências de crises asmáticas, por vezes não vísiveis à escala do "mês crítico" (ex. Setembro de 1992), mas esconderia longas sequências de dias com asma marcadas não por picos de ocorrências mas pela sua continuidade (ex. Outubro de 1992).

Como principais conclusões relativas à análise dos internamentos de crianças dos 5 aos 10 anos com crises asmáticas na urgência do HSJ do Porto, destacamos:

  • o decréscimo das crises asmáticas entre 1992 e 1997;
  • a maior incidência de crises asmáticas em crianças do sexo masculino;
  • o agravamento da patologia em situações de Outono e de Inverno;
  • a importância do número de crises asmáticas em Setembro de 1993;
  • a necessidade de considerar conjuntamente os "meses críticos" e as "sequências críticas" no prosseguimento do estudo, dada a grande dispersão da série, e justificada pela importância do número de casos de crises asmáticas registados nas "sequências críticas" de Setembro de 1993 (12 casos) e no "mês crítico" Outubro de 1992 (18 casos).

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Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Última alteração em: 30-09-2000
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