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Ao compararmos os resultados obtidos na selecção dos "meses críticos" e das "sequências críticas" (Quadro XXVI), verificamos que a coincidência entre os "meses críticos" e as "sequências críticas" é muito menor do que nos casos analisados anteriormente, o que se deve ao elevado número de "sequência críticas" seleccionadas para as crises asmáticas em crianças dos 5 aos 10 anos provenientes da AMP. ver
quadro
A utilização exclusiva das "sequências críticas" revelaria os pequenos períodos de tempo com fortes ocorrências de crises asmáticas, por vezes não visíveis à escala do "mês crítico" (ex. Setembro de 1992), mas esconderia longas sequências de dias com asma marcadas não por picos de ocorrências mas pela sua continuidade (ex. Outubro de 1990). A dispersão da série de internamentos de crianças dos 5 aos 10 anos com crises asmáticas obriga a uma atenção redobrada aos dois métodos de análise de situações críticas. Encontramos "meses críticos" e "sequências críticas" em praticamente todas as alturas do ano, o que poderá indicar a importância da variabilidade dos factores climatológicos no desencadeamento de crises asmáticas. Não podemos contudo deixar de assinalar uma forte presença dos meses e sequências "críticos" em situações de final de Verão e de Outono e em situações de Primavera, alturas referidas pela bibliografia como propícias ao desenvolvimento de crises asmáticas. Como principais conclusões relativas à análise dos internamentos de crianças dos 5 aos 10 anos com crises asmáticas na urgência do HSJ do Porto, destacamos:
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Faculdade
de Letras da Universidade do Porto. Última alteração em: 30-09-2000 |